O futuro sinuoso visto pelo JPMorgan para o mercado acionário brasileiro
O JPMorgan rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de compra para neutra, segundo relatório publicado nesta terça-feira, 11.
A mudança ocorre em meio ao fim do ciclo de cortes de juros e à aproximação das eleições, fatores que, na avaliação do banco, devem aumentar a volatilidade do mercado acionário local.
O JPMorgan espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, seguido por uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027.
Ao mesmo tempo, o banco prevê desaceleração do crescimento econômico e deterioração do ciclo de crédito.
“As perspectivas para a política econômica continuam incertas, uma vez que quem vencer as eleições de outubro terá de lidar com taxas de juros reais elevadas, na casa de um dígito alto, e com um déficit fiscal”, afirma o banco americano.
Segundo os analistas, tanto as ações brasileiras quanto o real permanecem negociados dentro de uma faixa desde maio, o que sugere que os preços incorporam pouco prêmio ou desconto relacionado às eleições.
Continua após a publicidade Do ponto de vista técnico, o banco destaca que o mercado acionário brasileiro costuma apresentar desempenho mais fraco nos seis meses que antecedem as eleições, algo que não ocorreu neste ano.
Na avaliação do JPMorgan, esse histórico reforça a possibilidade de aumento da volatilidade durante o período eleitoral.
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