Gleisi relembra 10 anos do impeachment de Dilma e afirma: ‘O tempo provou que ela é inocente’
O impeachment de Dilma completou dez anos e voltou ao centro do debate político após manifestação de Gleisi Hoffmann.
A ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-RS) , relembrou nesta segunda-feira (31) os dez anos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em uma publicação nas redes sociais, a petista voltou a classificar o processo como um “golpe” e afirmou que a retirada de Dilma do poder abriu espaço para o avanço do bolsonarismo no país.
“Hoje completam 10 anos da farsa que destituiu Dilma Rousseff do poder. Não foi impeachment, foi golpe”, escreveu Gleisi no Instagram.
Dilma teve o mandato cassado pelo Senado em 31 de agosto de 2016. O processo foi fundamentado na acusação de crime de responsabilidade relacionado à edição de decretos de crédito suplementar e às chamadas “pedaladas fiscais”. A ex-presidente e seus aliados sempre negaram a prática de crime e sustentam que a destituição teve caráter político.
Na publicação, Gleisi afirmou que o afastamento de Dilma representou uma ruptura democrática e criou as condições políticas para a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República, em 2018.
“A ruptura democrática de 2016 abriu caminho para o retrocesso, a intolerância e o negacionismo, com a chegada do bolsonarismo ao poder”, declarou.
A ministra também defendeu que a passagem do tempo demonstrou a inocência da ex-presidente e cobrou a preservação da memória sobre o episódio.
“O tempo provou que Dilma é inocente e a história não absolve os golpistas. É preciso lembrar para que jamais se repita”, completou Gleisi.
Os petistas classificam o episódio como golpe parlamentar, os defensores do processo sustentam que ele seguiu as regras previstas na Constituição e teve o aval do Congresso Nacional.
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