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MP pede que Justiça barre candidatura de deputada que tenta 8º mandato por condenação no Escândalo dos Gafanhotos

G1 ·
MP pede que Justiça barre candidatura de deputada que tenta 8º mandato por condenação no Escândalo dos Gafanhotos

Deputada estadual Aurelina Medeiros (União Brasil) tenta se eleger para o 8º mandato seguido Ale-RR/Divulgação/Arquivo O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que barre a candidatura da deputada estadual Aurelina Medeiros (União Brasil) à reeleição.

Ela tenta o 8º mandato consecutivo.

O pedido de impugnação ocorre porque ela foi condenada no "Escândalo dos Gafanhotos", um dos maiores esquemas de corrupção investigados em Roraima.

Deputada estadual desde 1995 - há 31 anos, Aurelina Medeiros é uma das parlamentares mais antigas da Assembleia Legislativa de Roraima.

O g1 procurou a defesa dela, mas não obteve resposta até a última atualização.

No pedido para que ela seja barrada, o procurador regional eleitoral Cyro Carne Ribeiro argumentou que Aurelina está inelegível por causa da condenação por improbidade administrativa, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em 29 de julho de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A sentença determinou que ela ressarcisse R$ 1.599.588,88 milhão aos cofres públicos, além do pagamento de multa de R$ 159,9 mil e da suspensão dos direitos políticos por cinco anos.

Na ação ao TRE-RR, o MPE disse que Aurelina se enquadra nos critérios de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa.

"A Impugnada preenche, de forma cumulativa, todos os requisitos exigidos pela Lei Complementar nº 64/1990 para a configuração da , quais sejam: inelegibilidade condenação por ato doloso de improbidade administrativa, com a eproferida por órgão judicial colegiado expressa suspensão dos direitos políticos o devendo conhecimento concomitante de lesão ao erário e de enriquecimento ilícito,e seu pedido de registro ser indeferido", cita trecho do pedido do MPE ao TRE-RR.

O pedido para que seja candidata em 2026 ainda não foi julgado no TRE.

Aurelina e o esquema dos gafanhotos Na ação sobre o esquema, a Justiça afirmou que o então governador Neudo Ribeiro Campos, o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem de Roraima (DER-RR) e a ex-secretária de Administração integravam o chamado “núcleo operacional permanente” do esquema.

O esquema consistia na inclusão de funcionários que não prestavam serviços ao governo nas folhas de pagamento do DER-RR e da Secretaria de Administração.

Os chamados “gafanhotos” recebiam salários com recursos públicos, mas os valores depois eram desviados por pessoas envolvidas no esquema.

No caso de Aurelina, então deputada estadual, a Justiça concluiu que ela se beneficiou dos recursos desviados.

Segundo os documentos, os irmãos dela receberam valores por meio de procurações concedidas por pessoas incluídas no esquema.

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