Começa hoje júri de empresário réu por matar motorista de app com Porsche
Começa hoje o julgamento do empresário acusado de homicídio pela morte de um motorista de aplicativo, em 2024, na zona leste de São Paulo. Ele colidiu seu Porsche 2023, avaliado em mais de R$ 1 milhão, na traseira de um Renault Sandero, provocando a morte do motorista.
Fernando Sastre vai a júri popular por homicídio doloso qualificado e lesão corporal. O julgamento ocorre no plenário da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. A previsão para que se encerre o julgamento é de dois dias.
A Justiça manteve a prisão preventiva do empresário até a data do júri. O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) entendeu que não houve fato novo para revogar a prisão, e ele segue detido em Potim, no interior do estado.
A defesa pediu liberdade e citou cumprimento de medidas cautelares e impacto na empresa da qual Sastre é dono. Os advogados afirmaram que ele não fugiu nem interferiu nas provas enquanto esteve solto e que a empresa teria perdido 74% do faturamento, mas a juíza disse que isso não afasta os fundamentos da prisão. O último pedido de liberdade provisória foi negado em setembro.
Júri deve ouvir 13 pessoas, entre testemunhas de acusação e defesa. Entre os convocados está Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro de Sastre e sobreviveu à colisão.
Uma das testemunhas, Juliana Toledo Simões, que esteve com Marcus Vinicius momentos antes da colisão, deve ser ouvida em formato de videoconferência. Ela alegou estar morando nos Estados Unidos desde junho deste ano para estudar, e solicitou a arguição online. Os advogados chegaram a pedir que a Justiça negasse a possibilidade, narrando que seria difícil garantir que ela não se comunicasse com terceiros ou com seus advogados durante o depoimento. Contudo, o TJSP autorizou a oitiva por vídeo.
Outra citada no processo, a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, pediu para ser dispensada do rol de testemunhas e não comparecer ao júri. Ela solicitou a dispensa pois foi denunciada na Justiça Militar paulista por não preservar o local dos fatos e deixar o acusado sair do local da colisão. O juízo, no entanto, manteve sua intimação argumentando que ela pode ficar em silêncio caso acredite que seu depoimento pode incriminá-la.
A colisão ocorreu em março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. O impacto matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e deixou ferido Marcus Vinicius, que estava no carro do empresário.
O MPSP (Ministério Público de São Paulo) acusa Sastre de dirigir embriagado e em alta velocidade. A perícia apontou que o Porsche estava a 156 km/h momentos antes do impacto, em um trecho com limite de 50 km/h.
Sastre se entregou 40 horas após a batida e está preso desde 1º de abril de 2024. Ele esteve preso em Tremembé antes de ser transferido para Potim por decisão da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.