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Economia

Prefixados tem maior leilão desde dezembro de 2020 — e o ‘trade eleitoral’ está por trás disso

Money Times ·

O Tesouro Nacional vendeu R$ 33,3 bilhões em títulos prefixados nesta quinta-feira (8), no maior volume financeiro desse tipo de operação desde dezembro de 2020 .

A oferta totalizava 42 milhões de papéis, dos quais 35 milhões eram LTNs e 7 milhões, NTN-Fs.

Toda a oferta de LTNs foi absorvida, enquanto cerca de 1,17 milhão de NTN-Fs ficaram sem colocação, levando o total vendido a 40,8 milhões de títulos.

O movimento, segundo especialistas da área consultados pelo Money Times , foi o terceiro maior leilão em termos de risco neste ano, impulsionado pelo otimismo em relação ao fiscal com uma possível mudança de governo no radar.

Apetite a risco? De acordo com Sergio Goldenstein , sócio e diretor da Eytse Estratégia, o DV01 , o indicador que mede a sensibilidade dos títulos a variações nas taxas, o leilão de hoje foi o terceiro maior do ano (US$ 1,331 milhão), ficando atrás de 29 de janeiro (US$ 1,44 milhão) e de 3 de setembro (US$ 1,35 milhão).

Ele destaca que a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) futuro com vencimento para janeiro de 2032 caiu de 14,07% no ajuste de 2 de outubro para 12,495%, um fechamento de 162 pontos-base em poucos pregões.

“O movimento reflete o maior otimismo com as perspectivas fiscais do próximo governo, que se traduz tanto na expectativa de um ciclo de redução da Selic potencialmente mais longo e intenso quanto na compressão dos prêmios de risco”, detalha.

A leitura do mercado é de que um governo de direita, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito, teria maior probabilidade de implementar um ajuste fiscal crível, o que abriria espaço para mais cortes na Selic e reduziria os prêmios de risco da curva de juros.

Na mesma linha, para Luis Felipe Vital , estrategista-chefe de macro e dívida pública da Warren Investimentos, o resultado do primeiro turno das eleições levou o mercado a uma reprecificação grande, com queda significativa dos juros e expectativa de que o Tesouro aproveitaria o momento para aumentar as emissões.

“O leilão de NTN-B na terça-feira acabou sendo menor do que o esperado, o que pode ser atribuído ao desempenho pior das NTN-Bs em comparação aos prefixados.

Isso ampliou a expectativa de um leilão bem grande hoje”, explica Vital.

Ele observa que os juros abriram em leve alta nesta manhã, com o tom negativo no mercado externo.

O leilão do Tesouro frustrou as expectativas, de acordo com Vital.

“Embora tenha sido grande em termos financeiros, foi relativamente menor em risco, porque se concentrou em vencimentos mais curtos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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