'Não precisamos de marionete do Trump', diz presidente do PT sobre Flávio
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira que é preocupante a tentativa de intervenção de Donald Trump nos processos eleitorais da América Latina, mas que confia no presidente do TSE, Nunes Marques, para que ele "preserve a lisura do processo eleitoral".
O petista considerou natural que o presidente americano apoie a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
"Eles estão sendo coerentes com a candidatura que foi oferecer minerais críticos, terras raras e até o processo de transição de governo para que os EUA conduza esse transição", disse Edinho, para quem "não precisamos de uma marionete do Trump" na Presidência.
De outro lado, afirmou o petista, Trump se opõe ao Pix e à regulamentação das plataformas de big techs, defendidos pelo presidente Lula.
Em entrevista coletiva, Edinho disse que vai, a partir desta semana, com todas as candidaturas postas, buscar aproximação com os partidos democráticos. Até o momento, PP, União Brasil, Republicanos e MDB decidiram pela neutralidade na eleição. A medida foi considerada uma vitória para os petistas, pois esvaziou o palanque de Flávio Bolsonaro.
Na semana passada, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que é vice na chapa de Ronaldo Caiado, sinalizou que acredita em uma vitória do petista.
"Vamos disputar o campo democrático já no primeiro turno", disse Edinho, lembrando que o PT compõe com o PSD em cinco estados e que tem alianças pontuais nos estados. "A chance é o dialogo. Vamos estabelecer diálogo com as forças democráticas do Brasil para derrotar o autoritarismo com inspiração fascista, as forças que tentaram um golpe de Estado em 2023", disse ele.
Nessa tentativa de alargar o campo lulista, Edinho citou o caso do pai de Hugo Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), que disputa uma das vagas de senador na Paraíba, onde Lula já tem dois candidatos ao Senado: Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevedo (PSB).
"O presidente Lula jamais vai fazer uma fala, alguma manifestação que seja contrário à candidatura do Nabor. É o inverso disso. Ele tem mostrado respeito, ele tem mostrado muito carinho ao movimento político que Nabor fez também na Paraíba", afirmou Edinho, que disse que quer tratar diretamente com o pai do presidente da Câmara: "Esperamos que a gente construa nesse processo uma excelente relação com Nabor. Eu pessoalmente vou me dedicar muito a isso."
Edinho afirmou que a primeira-dama, Janja da Silva, atua fortemente na campanha eleitoral e é uma frequentadora assídua das salas de reuniões da sede do PT em Brasília. "Ela já é do time da campanha".
Mais cedo, o secretário de comunicação do PT, Eden Valadares, comentou que Janja foi uma espécie de "diretora" do evento de lançamento da campanha de Lula, no domingo, em São Bernardo. Seu discurso, em que homenageou dona Marisa Letícia , surpreendeu positivamente os líderes do partido.
Ao falar sobre as denúncias contra Fábio Luis, filho do presidente, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, Edinho Silva deu a linha que a campanha deve usar contra os ataques da campanha de Flávio.
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