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Associação pede inelegibilidade de Tarcísio após ato em igreja

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Associação pede inelegibilidade de Tarcísio após ato em igreja

Siga UOL Notícias no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Associação Movimento Brasil Laico pediu ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo a abertura de uma investigação contra o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ato de campanha em igreja.

Tarcísio deve ficar oito anos inelegível por propaganda irregular, afirma a movimento. Além do governador, os candidatos do PL ao Senado, Guilherme Derrite e André do Prado, e os dirigentes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério do Belém devem receber a mesma sanção, segundo a associação.

Ato foi realizado em 17 de agosto nas dependências da igreja, na zona leste da capital paulista. Para uma plateia de cerca de 2.500 religiosos, Tarcísio leu uma passagem bíblica e pediu oração para que "Deus abra os caminhos" . Ele ainda participou de uma reunião de obreiros na igreja, ao lado dos postulantes ao Senado.

Derrite também discursou. Na sua fala, disse que poderia pedir votos, mas preferia pedir oração, agradeceu ao trabalho da igreja e declarou que entregou sua vida "nas mãos de Deus" para cumprir uma missão.

Movimento Brasil Laico afirma que o governador fez "pedido indireto" de votos para sua chapa. Alega ainda que o trio teria sido beneficiado "pela exposição qualificada".

Associação aponta crime de "propaganda irregular em bem de uso comum". Também diz que foi feita "doação estimável em dinheiro", sendo que igrejas são proibidas de financiar campanhas eleitorais, e aponta abuso de poder político e econômico.

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