Entenda estratégia de secretário de Trump para mercado de US$ 32 trilhões dos Treasuries
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos , Scott Bessent, tem sido um importante ativo para Donald Trump , acalmando o mercado diante das turbulências provocadas pelas políticas do presidente americano.
Agora, o ex-financista enfrenta seu teste mais difícil: conter investidores do mercado de US$ 32 trilhões (R$ 165 trilhões na cotação atual) dos Treasuries , que estão apreensivos com a possibilidade de a guerra no Irã elevar os gastos públicos e a inflação.
A recente onda de vendas de títulos de longo prazo dos EUA não "reflete os fundamentos econômicos", disse Bessent à CNBC na quinta-feira (20). Ele atribuiu a turbulência à liquidez "muito ruim" do mercado.
Seu principal objetivo é interromper a onda de vendas de títulos de longo prazo, como os Treasuries de 10 e 30 anos, que elevou os custos de financiamento do governo americano.
Os rendimentos sobem quando os preços dos títulos caem, e o movimento provocou uma alta mais ampla das taxas de juros , que afetam desde títulos corporativos até hipotecas —poucos meses antes das eleições de meio de mandato de novembro.
Bessent também sinalizou que poderá haver mais intervenções caso os US$ 4 bilhões (R$ 20,6 bilhões) não sejam suficientes. Segundo ele, o Tesouro dispõe de um "grande arsenal de ferramentas" para conter o mercado de títulos mais importante do mundo.
Sua tentativa de se apresentar como o "principal vendedor de títulos" dos EUA o colocou frente a frente com os chamados "bond vigilantes" —investidores preocupados com a deterioração das contas públicas americanas, a inflação persistente e a onda de empréstimos de grandes empresas de tecnologia para financiar o boom da inteligência artificial .
O arsenal do Tesouro, diferentemente do Fed (Federal Reserve), não dá a Bessent poderes potencialmente ilimitados para criar dinheiro.
Ao contrário do Fed , o Tesouro não pode promover uma onda de compras de títulos de trilhões de dólares, conhecida como quantitative easing (flexibilização quantitativa), para alterar a curva de juros e manter baixos os custos de financiamento do governo.
A provável estratégia foi comparada à Operation Twist do Fed, em 2011. Na ocasião, o banco central americano usou recursos obtidos com a venda de títulos de curto prazo para comprar papéis de vencimento mais longo. A operação ajudou a reduzir os custos de financiamento de longo prazo, mas foi muito maior do que a intervenção de Bessent.
A alta, porém, perdeu força rapidamente.
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