RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics
O Brasil está negociando um acordo oficial de coprodução cinematográfica com a Rússia, o que permitirá o uso de políticas públicas para projetos culturais de ambos os países: “A gente espera que, no médio prazo, esse acordo se converta em realidade”.
A afirmação é de Leonardo Edde, presidente da RioFilme, empresa da prefeitura carioca.
Edde se encontra no momento na Rússia, onde participa do Festival Internacional de Cinema de Moscou, até o próximo dia 31.
Essa é a terceira vez que o executivo participa do festival, a convite dos organizadores.
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À Agência Brasil , o presidente da RioFilme destacou, no entanto, que para que o acordo se converta em realidade é preciso estruturar o negócio antecipadamente, ou seja: entender que tipo de conteúdo tem mais potencial na união de duas culturas; que tipo de interseção há entre as audiências dos dois países, seja no cinema, na televisão ou no streaming .
“Tem toda uma preparação para que esse acordo de coprodução esteja operacional e permita a realização de negócios”.
Brics A RioFilme já esteve também na China e na Índia.
“A gente está tentando fortalecer o Brics [grupo de países criado em setembro de 2006 formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul].
Nós temos um mercado comum gigantesco e precisamos olhar mais para a gente”.
Os países-membros do Brics trabalham no setor cinematográfico e audiovisual com outras nações, nos Estados Unido, Europa, Ásia.
Edde insistiu, contudo, que é preciso agora olhar para dentro do Brics.
“Principalmente na área do cinema e do audiovisual, que é que leva o softpower (capacidade de influenciação), os produtos, e vende, no melhor sentido, esses países, além de atrair turismo, consumidores para os nossos produtos.
Como os Estados Unidos, a Coreia do Sul, a França fizeram.
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