Em 'Ponto Sem Retorno', o afeto resiste mesmo em cenário pós-apocalíptico
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O filão dos filmes pós-apocalipse reencontra o filão dos filmes de vírus e o resultado é "Ponto Sem Retorno", longa mais recente de Ridley Scott que chega agora em nosso circuito comercial.
Jacob Elordi interpreta Hig, um dos sobreviventes do vírus com alta taxa de mortalidade que transformou o planeta num território sem lei, em que as pessoas dispostas a viver em paz precisam se defender de gangues violentas e outros exploradores.
Hig é piloto e mecânico profissional, vive num acampamento cheio de aviões e armas com Bangley, personagem de Josh Brolin , que defende a tese do "atire primeiro, pergunte depois", bem ao gosto de uma parcela da sociedade de hoje.
O fiel cachorro Jasper o acompanha em excursões na busca por alimentos e na ida a uma fazenda remota habitada por um grupo de mórmons , onde as crianças fazem festa para o cão, que vibra de felicidade, e os adultos agradecem Hig por levar comida e medicamentos a eles.
Num ataque de saqueadores ao acampamento de Hig e Bangley, Jasper avança contra um homem, que o mata a facadas. Hig, que já enfrentava o luto pela esposa levada pelo vírus, fica desolado de tal modo que resolve pegar o avião e ir até Grand Junction, cidade de onde vinha uma tentativa de comunicação nunca concretizada.
Hig tem o sonho de reencontrar lá uma civilização, onde pode se assentar e retornar a uma noção de civilidade que o vírus parece ter aniquilado para sempre.
Antes, o avião tem um problema mecânico e o obriga a fazer uma aterrissagem forçada perto de uma pequena fazenda onde moram Cima, personagem de Margaret Qualley , e seu pai, Pops, vivido por Guy Pearce .
Após uma recepção hostil, como é praxe nesse contexto, ele se envolve primeiro com Cima, com a qual vive inicialmente uma amizade. Aos poucos, Pops deixa a desconfiança de lado e ajuda o recém-chegado a consertar o avião e clarear o solo para uma pista de decolagem. Ao mesmo tempo, Hig e Cima, cada um tentando superar seu luto, deixam-se envolver um pelo outro numa relação mais amorosa.
Quando o local é invadido por uma gangue, o que parecia questão de tempo nesse mundo pós-apocalipse, eles fogem com o avião, já consertado, para Grand Junction, onde encontram mais um pesadelo distópico.
Onde quer que vão, encontram sempre desconfiança, hostilidade, intolerância. O mundo depois do vírus se tornou um lugar em que as regras da vivência em comunidade foram abolidas, com raras exceções, como as fazendas de Pops e Cima e a dos mórmons.
A melhor maneira de sobreviver, como Hig entendeu depressa, ao contrário do teimoso Bangley, é procurar um resgate do comportamento civilizado que já parecia em extinção antes do vírus. Como fazer isso em tempos de escassez e desespero?
A direção de Ridley Scott é funcional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.