Coreia do Sul nega ‘aliança estagnada’ com EUA, mas evita especular sobre encontro Trump-Kim Jong Un
O governo sul-coreano reiterou que a redução dos exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos , determinada pelo presidente Donald Trump, não significa um enfraquecimento da aliança entre os dois países. A posição foi dada em coletiva nesta quarta-feira (26/08) pelo vice-porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lee Moon Bae, em resposta aos questionamentos sobre a conduta da política externa norte-americana em relação ao país asiático, como também à Península Coreana.
“Os Estados Unidos são nosso único aliado e a Coreia do Sul reconhece que essa aliança constitui a base da nossa política externa e de segurança”, afirmou Lee, ao mencionar a amizade de mais de 70 anos compartilhada entre os países, desde a assinatura do Tratado de Defesa Mútua. “Os dois países mantêm estreita comunicação e coordenação sobre a política geral em relação à Coreia do Norte, incluindo esforços para retomar o diálogo”.
A decisão de Trump de reduzir a cooperação militar com Seul foi anunciada em 16 de agosto por meio da plataforma Truth Social, um dia antes do início do treinamento conjunto Ulchi Freedom Shield (UFS). Na ocasião, o republicano pôs em dúvida a necessidade do exercício com a Coreia do Sul, ao citas os altos custos dele enquanto compartilha de uma suposta “boa relação” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un .
Posteriormente, o governo sul-coreano informou à imprensa que tomou conhecimento da medida pela declaração do mandatário norte-americano em rede social, e não por canais diplomáticos. Na coletiva desta quarta-feira, o porta-voz da chancelaria confirmou que Seul “está analisando os impactos” da decisão.
Governo sul-coreano nega estagnação na aliança com os Estados Unidos após redução de exercícios militares conjuntos e tentativa de Donald Trump em reengajar com líder norte-coreano Kim Jong Un The White House
No início desta semana, pela primeira vez desde que Trump suspendeu o exercício militar UFS, o chanceler sul-coreano Cho Hyun conversou por telefone com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio . O comunicado conjunto emitido após o diálogo reafirmou o compromisso bilateral com a “estabilidade” na Península Coreana, mas não mencionou o termo “desnuclearização”.
Quando questionado por Opera Mundi sobre se um eventual encontro entre Trump e Kim Jong Un abordaria a desnuclearização, o vice-porta-voz Lee Moon Bae evitou fornecer especulações. “Não temos como responder se não há nem certeza de que esse encontro acontecerá”, disse.
O presidente Trump também havia se recusado a responder perguntas sobre o tema quando abordado por jornalistas na Casa Branca.
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