Aliados de Flávio Bolsonaro veem Lottenberg como escudo na campanha contra negacionismo de Jair
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A escolha reduz a margem para especulações de que Flávio escolheria nome com pecha de negacionista, na leitura de conselheiros da campanha para os assuntos ligados à Saúde .
O mesmo entorno do senador, porém, admite que a atuação de Lottenberg pode ser apenas temporária e voltada à campanha eleitoral e não descarta a indicação de outro nome se o candidato do PL sair vitorioso.
A análise de que Lottenberg serve de escudo da campanha, mas pode não assumir o cargo, é compartilhada tanto por bolsonaristas como por nomes ligados a partidos do centrão que cercam Flávio, segundo relatos feitos à reportagem por seis ex-integrantes da cúpula da gestão Jair Bolsonaro na Saúde.
A leitura é de que o trunfo para a campanha pode se tornar um obstáculo dentro da base mais radical do bolsonarismo, se Flávio for eleito. Isso porque parte dos apoiadores do ex-presidente reclama que o médico criticou a gestão federal na pandemia, quando considerou, por exemplo, "absurdo" expandir o uso da cloroquina a casos leves de Covid-19.
As críticas chegaram a transbordar nas redes sociais após o senador dizer que Lottenberg seria o ministro do eventual governo. Interlocutores do senador dizem que foi feito um pacto para estancar a crise interna e não atacar o médico publicamente até o resultado do segundo turno.
Outro aliado do senador pondera que o médico deseja assumir o comando da pasta e que ainda é precipitado especular sobre a troca de indicações.
Além dos integrantes da base conservadora do bolsonarismo, aliados de Flávio no centrão têm dúvidas de que Lottenberg conseguirá conduzir a pasta, que é alvo de forte cobiça do mundo político. Eles lembram do caso do médico Nelson Teich , que também tinha sólida atuação no setor privado, mas pediu demissão antes de completar um mês no cargo durante a pandemia.
Como tem sido comum a cada discussão sobre mudança no comando do órgão, nomes como o do deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ) são especulados para eventual mudança de indicado.
A pasta tem R$ 270 bilhões em Orçamento, sendo cerca de R$ 70 bilhões em verbas discricionárias, cifra que é usada em investimentos e nos repasses para custeio da máquina pública em todo o país. Ainda é o principal destino das emendas parlamentares : R$ 28 dos cerca de R$ 50 bilhões indicados em 2026 por deputados e senadores.
No dia seguinte, o candidato do PL escreveu nas redes que o médico garante o "padrão Einstein" no SUS.
O entorno de Flávio ainda aponta como sinal de fragilidade da indicação o fato de que o médico nem sequer tem feito campanha nas redes sociais.
Desde que foi anunciado como possível ministro, Lottenberg fez apenas uma publicação anunciando que se afastaria da presidência do conselho deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein e da Conib (Confederação Israelita do Brasil), mas não pediu voto de forma assertiva ao senador.
Ele também se afastou da presidência do conselho da Biomm, a farmacêutica que está no centro da política do governo Lula ( PT ) que estimula a produção nacional de medicamentos por parcerias entre laboratórios públicos e privados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.