Dolly Parton: ela fez do excesso um estilo e do cabelo alto uma assinatura
Dolly Parton tinha uma silhueta de contos de fadas.
O cabelo subia como se desafiasse a gravidade, os saltos alongavam a pequena estatura, os cristais capturavam a luz e o corpo, desenhado por decotes, cintura marcada e roupas justas.
Dolly entrava e simplesmente acontecia no palco.
E assim, deixou uma das imagens mais reconhecíveis da cultura pop.
Morreu nesta terça-feira, 25, aos 80 anos, mas, para além das canções e dos milhões de discos vendidos, eterniza uma personagem estética que ajudou a mudar a relação entre o glamour e o excesso.
Algo que veio muito cedo, quando ela entendeu que aparência também podia ser linguagem.
E que, para uma mulher que queria ser ouvida, talvez o caminho não fosse diminuir o volume, mas sim aumentá-lo e muito, não só na música, mas também na moda.
A inspiração veio da “mulher da cidade” A gênese da Dolly visual é quase cinematográfica.
Quando menina, criada em meio à pobreza nas montanhas do Tennessee, nos Estados Unidos, ela observava uma mulher da região conhecida pejorativamente como a “town tramp”, algo como a “vadia da cidade”.
Para ela, porém, aquela mulher era linda.
Tinha cabelos grandes, maquiagem carregada, roupas justas e uma aparência que, aos olhos da garota, lembrava uma estrela de cinema.
Foi essa figura, que os outros tentavam esconder, que Dolly transformou em referência.
Anos mais tarde, quando já era famosa, continuou defendendo a escolha.
Conselhos para simplificar o cabelo ou abandonar as roupas consideradas “baratas” não faltaram.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.