20 anos sem Plutão: entenda a decisão polêmica que mudou nosso Sistema Solar para sempre
Descoberto em 1930, Plutão passou a maior parte de sua existência conhecida sendo considerado um dos nove integrantes do Sistema Solar: o menor e o mais distante do Sol, mas, ainda assim, um planeta.
O “rebaixamento” à nomenclatura de planeta anão foi decretado pela União Astronômica Internacional (UAI) em 24 de agosto de 2006, em resposta a novas descobertas de corpos espaciais e às diferenças já sabidas entre Plutão e os oito planetas que orbitam o Sol.
A alternativa à reclassificação seria incluir no Sistema Solar mais um, e possivelmente múltiplos outros planetas.
Mas existem cientistas dispostos a abrir a exceção.
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Éris, localizado no Cinturão de Kuiper, foi descoberto em 2003 pelo astrônomo americano Mike Brown.
O cientista argumentou que, se Plutão era considerado um planeta apesar de não dominar sua órbita, o novo astro teria o mesmo direito.
Ambos dividem o mesmo espaço no Sistema Solar , orbitam o Sol e possuem formatos próximos a uma bola.
Antes que Brown pudesse comemorar sua descoberta do décimo planeta, a UAI decidiu aproveitar o momento para redefinir de vez os critérios da nomenclatura; desta vez, sem exceções.
Nos anos seguintes, Mike Brown enfrentou ataques da opinião pública por ter, supostamente, causado a exclusão de Plutão.
Ele respondeu às críticas em 2010 no livro “Como Matei Platão e Por Que Ele Mereceu”, no qual detalha sua atuação na astronomia e analisa os motivos para a comoção popular em torno do astro.
Plutão pode voltar a ser planeta? Embora a decisão seja fundamentada em critérios claros, a nomenclatura de “planeta” ainda não é unanimidade na comunidade científica .
A vasta diversidade de fenômenos climáticos, atividade geológica e a presença de atmosfera são alguns dos argumentos de quem acredita que Plutão, apesar de sua órbita populosa e tamanho reduzido, merece ser planeta.
Kirby Runyon, da Johns Hopkins University , é um deles.
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