Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
O mercado acordou com a cabeça nas urnas .
O Ibovespa renova máximas, o dólar opera abaixo dos R$ 5,00 e as pesquisas eleitorais ditam o ritmo dos negócios .
Mas, no meio da festa da bolsa , chegou um convidado que ninguém chamou: a inflação de setembro.
E, para quem investe, ele pode ser mais importante do que parece, já que pode mudar o rumo dos juros .
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ), subiu 0,82% em setembro, informou o IBGE.
Em agosto, o índice havia registrado queda de 0,32%.
O número ficou perto do teto das estimativas do Projeções Broadcast, que iam de 0,57% a 0,83%, com mediana de 0,76%.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% .
Em 12 meses, o avanço é de 4,58% , também perto do teto das projeções (4,59%), que tinham piso de 4,21% e mediana de 4,51%.
O que puxou a inflação? Pense na inflação como uma panela com vários ingredientes.
Em setembro, alguns esquentaram mais do que o esperado, e outros ajudaram a esfriar.
O maior vilão foi a energia elétrica : as tarifas subiram 8% com o fim do desconto aplicado em agosto, a chamada devolução do crédito.
O economista sênior do Inter, André Valério, lembra que a alta também refletiu a devolução do bônus de Itaipu na conta de luz, além de fatores de oferta.
Os transportes também pesaram.
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