Contrato emergencial de quase R$ 7 milhões é investigado pela Justiça em Salesópolis
Salesópolis tem 24 horas para explicar a contratação emergencial Larissa Rodrigues/g1 A Justiça deu prazo de 24 horas para a Prefeitura de Salesópolis apresentar documentos e explicar a contratação emergencial de uma empresa para serviços de limpeza de prédios públicos e zeladoria urbana.
O contrato, firmado no fim de agosto sem licitação, prevê o pagamento de quase R$ 7 milhões por um ano.
A decisão foi tomada após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) questionar a contratação.
Segundo o MP, a empresa anterior realizava serviços parecidos por menos de R$ 144 mil.
A diferença de mais de R$ 5 milhões chamou a atenção da Justiça. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Para o Ministério Público, não houve planejamento adequado nem pesquisa de preços suficiente para justificar o valor do novo contrato.
Outro ponto questionado pelo MP é o que o órgão chamou de “emergência fabricada”.
Segundo o Ministério Público, a Prefeitura sabia, desde fevereiro de 2026, que o contrato terminaria em agosto, mas não concluiu uma nova licitação antes do vencimento.
VEJA MAIS Agora no g1 A Prefeitura informou à Justiça que possui funcionários próprios que também realizam serviços de zeladoria.
Para o Ministério Público, isso poderia gerar o risco de pagamento duplicado por serviços parecidos.
O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Salesópolis informou que vai cumprir integralmente a decisão judicial e entregar a documentação solicitada dentro do prazo.
A administração municipal afirmou ainda que tentou realizar duas licitações para contratar os serviços.
Segundo a Prefeitura, as duas foram revogadas após representações apresentadas ao Tribunal de Contas, além de questionamentos feitos por um advogado e pelo Ministério Público.
De acordo com o município, por conta da proximidade do fim do contrato com o Consórcio Três Rios e para evitar a interrupção de serviços considerados essenciais, foi feita a contratação emergencial.
A Prefeitura afirma que o novo contrato foi firmado ainda durante a vigência do contrato anterior.
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