Lula busca desgastar Flávio Bolsonaro e diz que oposição tentou travar fim da 6x1 na CCJ do Senado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a aprovação do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para tentar desgastar seu principal adversário na eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O petista mencionou, em publicação feita nesta quinta-feira (3) o fato de integrantes do grupo político bolsonarista terem agido para atrasar a votação no colegiado e tentado alterar o projeto, o que faria o texto precisar de nova análise pela Câmara.
O petista mencionou, sem citar o nome diretamente, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Em maio, pesquisa Datafolha mostrou que o fim da escala 6x1 tem apoio de 7 em cada 10 brasileiros . O projeto é uma das principais apostas de Lula para aumentar a própria popularidade e fortalecer a candidatura de reeleição.
"Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", afirmou o petista em seu perfil no X, antigo Twitter.
"É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário", afirmou o petista.
Lula rebateu as críticas ao projeto baseadas em projeções de danos econômicos, e afirmou que esses argumentos já foram usados para se contrapor a outras pautas trabalhistas no passado, como o direito a férias e o décimo terceiro salário.
"O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade", disse Lula.
A PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 foi aprovada pela Câmara em maio . Depois, o projeto ficou travado no Senado enquanto Lula e Alcolumbre estavam com relações rompidas. Em agosto, os dois presidentes de Poder se acertaram , e Alcolumbre enviou a PEC para a CCJ.
A comissão aprovou a proposta na quarta-feira (2), abrindo caminho para uma deliberação em plenário que só deve vir depois do primeiro turno da eleição presidencial .
Durante a deliberação na CCJ, os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) registraram posicionamento contrário ao tema.]
O relator, Omar Aziz (PSD-AM), aliado de Lula e candidato a governador do Amazonas, rejeitou as emendas e recomendou a aprovação do texto já deliberado pela Câmara –isso acelera a tramitação, porque se houver mudanças na proposta ela precisa ser votada de novo pelos deputados.
A maioria das emendas foi apresentada pela oposição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.