Margem de lucro da Petrobras supera a da Saudi Aramco pela 1ª vez
No primeiro semestre de 2026, a margem de lucro da Petrobras superou pela primeira vez na história a da maior petroleira do mundo: a saudita Saudi Aramco. Os dados são de um levantamento da FUP (Federação Única dos Petroleiros) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A Petrobras liderou a eficiência entre as maiores petrolíferas globais na metade inicial do ano. De cada US$ 100 faturados pela empresa brasileira com exportações e vendas de combustíveis, sobrou o lucro líquido de US$ 29,15.
O levantamento mostra a rentabilidade das companhias do setor. O ranking de margens de lucro consolidou a Petrobras no topo com 29,15%, seguida por Saudi Aramco (25,48%), Chevron (18,01%), ExxonMobil (16,33%), bp (14,83%), Equinor (12,84%), Shell (9,94%) e TotalEnergies (9,44%).
A estatal registrou lucro líquido total de R$ 85,1 bilhões nos seis primeiros meses deste ano. O resultado financeiro representa um crescimento de 37,6% em relação ao que foi registrado no mesmo período de 2025.
A produção de petróleo e gás natural atingiu a maior marca histórica da companhia. No segundo trimestre, a estatal alcançou a produção recorde de 3,36 milhões de barris equivalentes de óleo por dia (boed).
As exportações de óleo bruto somaram 996 mil barris por dia no trimestre. O volume histórico representa 30% da produção total, impulsionando os ganhos da empresa no mercado internacional.
A alta eficiência nos poços do pré-sal derrubou os custos de extração. O custo médio de produção da estatal caiu para US$ 6,33 por barril, impulsionado pela produtividade das bacias de Santos e Campos.
A empresa potencializou o refino de combustíveis derivados. O FUT (Fator de Utilização Total) bateu 100% neste ano, o que elevou a produção de combustíveis para 1,92 milhão de barris por dia.
O conflito no Oriente Médio acabou favorecendo as exportações nacionais. Após ataques dos Estados Unidos, iniciados em fevereiro, o Irã reagiu restringindo a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Diferentemente da Aramco, a brasileira não depende dessa rota, o que a tornou uma alternativa aos compradores frente às demais empresas, que tiveram atividades prejudicadas.
Restrições ao tráfego de navios elevaram o preço internacional do barril de petróleo tipo Brent para mais de US$ 100. Antes do conflito, a média era de aproximadamente US$ 70. Com isso, a petroleira brasileira passou a ganhar mais com as vendas internacionais, mas a situação também aumentou em 26,8% o preço médio de derivados vendidos no Brasil.
O governo federal repassou R$ 11,3 bilhões à empresa em subvenções de combustíveis, para diminuir impactos da guerra ao bolso dos consumidores. Ao mesmo tempo que o subsídio federal evitou altas bruscas dos combustíveis ao consumidor nacional, as margens de lucro da estatal foram preservadas.
A dívida líquida da empresa caiu 6,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O endividamento fechou em R$ 312,6 bilhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.