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ONS aponta falta de espaço na rede para novas usinas no Nordeste

CNN Brasil ·

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) concluiu que não há capacidade remanescente para acomodar novos projetos de geração nos Nordeste analisados na 1ª Temporada de Acesso de 2026.

O diagnóstico, divulgado na nova nota técnica da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast) , mostra que os limites para exportação de energia da região são atingidos nos cenários de maior produção renovável e que conectar novas usinas exigiria ampliar as restrições impostas aos geradores que já estão em operação ou possuem contratos de uso da rede.

Pelas contas feitas a partir dos empreendimentos relacionados pelo ONS, os projetos de geração cadastrados no Nordeste para 2031 somam cerca de 8 ,57 GW , segundo levantamento feito a partir dos dados do ONS.

A maior concentração está na Bahia , com cerca de 4,66 GW.

Apesar do volume solicitado, os barramentos analisados para esses projetos aparecem com capacidade remanescente igual a zero.

“Para a região Nordeste, os principais fatores sistêmicos limitantes identificados estão associados aos limites de Exportação da região Nordeste e de Exportação conjunta das regiões Norte e Nordeste”, aponta o documento.

Segundo o Operador, o gargalo é principalmente sistêmico.

Durante o dia, a produção simultânea das usinas eólicas e solares centralizadas, da micro e minigeração distribuída e de outras fontes aumenta o excedente de energia da região e pressiona os limites de exportação do Nordeste e do conjunto Norte-Nordeste para o Sudeste e Centro-Oeste.

À noite, a situação é diferente e os corredores apresentam condições mais favoráveis para o escoamento.

O ONS também faz uma ressalva sobre os cortes de geração , que têm atingido principalmente parques eólicos e solares.

Embora o “curtailment” reduza os fluxos nas interligações, o ONS afirma que os cortes não podem ser considerados capacidade disponível para conectar novas usinas.

Segundo a nota, usar essa redução de geração para criar espaço significaria, na prática, permitir novos acessos mediante o aumento ou a redistribuição dos cortes entre empreendimentos que já utilizam a transmissão.

A restrição não se aplica da mesma forma aos empreendimentos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 .

A nota aponta capacidade para os projetos de Rio Largo II, em Alagoas; Camaçari IV e Polo, na Bahia; Suape II, em Pernambuco; e Açu II, no Rio Grande do Norte.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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