Setor do etanol repudia fala de Flávio Bolsonaro sobre mistura à gasolina
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado O candidato à presidência Flávio Bolsonaro disse em transmissão em suas redes sociais que, caso seja eleito, atuará para que o percentual da mistura obrigatória do etanol à gasolina seja rediscutido.
O político comparou o aumento recente de 32% de biocombustível à fonte fóssil a uma “reduflação”, argumentando que o consumidor pagaria o mesmo preço pelo item, mas levaria menos “produto” no tanque.
O comentário foi rebatido em nota por entidades do setor.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a Bioenergia Brasil, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) divulgaram nota em que repudiam a declaração.
“A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob governos de todas as orientações — do Proálcool ao RenovaBio e à Lei do Combustível do Futuro”, diz o texto.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! De acordo com as entidades, surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão.
“A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador [Flávio Bolsonoro]”, destacam.
O setor ainda enfatiza que a mistura vigente foi implementada com rigor técnico e que a condução do tema foi feita de forma responsável pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e do Conselho Nacional de Política Energética.
Ainda conforme as entidades, a decisão de aumento do etanol na gasolina foi feita em diálogo permanente com o setor produtivo e a indústria automotiva, que após ensaios com 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas, representativos da frota de 1994 a 2024, concluiu plena viabilidade, sem prejuízo ao desempenho ou ao consumidor.
Campanha de Flávio responde Diante da repercussão, a campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota em que cita que o candidado é um defensor do setor sucroenergético e dos biocombustíveis.
“Seu plano de governo propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, fortalecer e ampliar o RenovaBio para o exterior e aplicar a Lei do Combustível do Futuro, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono ao mundo”, destaca.
A campanha ainda ressalta que o plano de governo de Flávio Bolsonaro apresenta formas eficientes e permanentes de incentivar o setor, como a redução de impostos incidentes sobre o etanol hidratado, a simplificação tributária e o crédito para inovação em biogás e hidrogênio verde.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.