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Braskem avalia nova proteção enquanto negocia dívida com credores

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Braskem avalia nova proteção enquanto negocia dívida com credores

A Braskem avalia novas medidas para se proteger de execuções enquanto negocia a reestruturação de sua dívida com credores financeiros, informou a empresa.

Tutela judicial que suspendeu por 60 dias determinadas execuções e bloqueios de bens está perto do fim. A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo concedeu a medida em meio à pressão sobre a liquidez da petroquímica.

Braskem diz que intensificou conversas com credores nas últimas semanas, mas ainda não definiu formato da reestruturação. A empresa afirma que busca uma solução negociada e não decidiu se pedirá recuperação extrajudicial ou adotará outro mecanismo.

Credores já apresentaram propostas indicativas e sem caráter vinculante à companhia. Braskem e seus assessores financeiros e jurídicos analisam alternativas como uma possível capitalização e o uso de ativos como garantia.

Negociações envolvem detentores e gestores de notas seniores e debêntures emitidas ou garantidas pela empresa. A manifestação à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ocorreu após notícia do Times Brasil de que a petroquímica estaria se preparando para pedir recuperação extrajudicial.

Proteção concedida no Brasil abrange credores convidados para participar de uma mediação instaurada pela Braskem e por algumas controladas. A medida suspendeu execuções e constrições promovidas por determinados credores.

Nos Estados Unidos, Braskem e suas controladas pediram o reconhecimento da tutela brasileira em junho. Quatro dias depois, a Justiça americana concedeu de forma preliminar um automatic stay , suspensão automática de medidas de cobrança, pelo mesmo prazo da decisão brasileira.

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