Quando o CEP define quem corre mais risco: como renda e raça revelam o racismo ambiental
Quando o CEP define quem corre mais risco: como renda e raça ampliam a vulnerabilidade ao Na primeira vez em que a casa de Mateus Fernandes alagou, ele era uma criança de 10 anos e morava com a mãe no bairro Parque Santos Dumont, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
"A primeira enchente aconteceu quando eu ainda era muito novo.
Não me lembro de todos os detalhes, mas até hoje guardo na memória o cheiro específico da água parada e a sensação de desespero de perder tudo", relembra o comunicador popular e ativista ambiental que hojte tem 25 anos.
O segundo e o terceiro alagamentos aconteceram quando ele já era Jovem Aprendiz e recebia um salário inferior a R$ 1 mil. bairro Parque Santos Dumont, em Guarulhos, na Grande São Paulo Reprodução / Mateus Fernandes "Durante muitos anos, a enchente interrompeu minha jornada de trabalho, de estudo e até mesmo de lazer.
Sempre era um desespero sair de casa nesses períodos, porque nunca sabíamos se conseguiríamos voltar." Mateus Fernandes, comunicador popular e ativista climático Arquivo pessoal Já na Zona Leste de São Paulo, Arlete Pes, de 52 anos, moradora da comunidade do Jardim Pantanal há 27 anos e líder comunitária, passou — e ainda passa — pela mesma situação.
Ela se recorda do primeiro alagamento em sua casa, em 2009.
A residência fica em frente ao Córrego São Martinho, ligado ao Rio Tietê.
"Subiu muito rápido, durante a madrugada.
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