Após pausa de dois anos, Darwin Startups retoma foco no early-stage
André Hotta, COO, ao lado de Marcos Mueller, CEO da Darwin Startups (Imagem: Rodrigo Lóssio/Divulgação) Após dois anos investindo pontualmente em startups, a Darwin Startups , aceleradora e hub de inovação de Santa Catarina, está retomando o modelo de aceleração em turma aberta.
Com o lançamento do seu Batch #15, anunciado durante o Startup Summit 2026 , a aceleradora catarinense comemora 11 anos de história abrindo seleção até o dia 25 de setembro para até cinco startups em estágio inicial.
A mudança marca uma “volta às origens”, mas nasce adaptada a um cenário de ecossistema profundamente transformado pelo esfriamento do mercado corporativo e pelo avanço da inteligência artificial.
Em entrevista ao Startups , Marcos Mueller, CEO da Darwin Startups , diz que a mudança é uma resposta direta ao esfriamento do mercado de capital de risco e à retração dos programas de inovação corporativa.
“Pensamos muito em não esperar, se antecipar a isso e fazer nosso veículo.
Senão, vamos acabar esperando mais quantos anos para esse mercado retomar”, refletiu.
A Darwin começou sua trajetória em 2015 com uma tese mais próxima do que volta a fazer agora: identificar empreendedores em estágio inicial independentemente do setor ou de sua relação com grandes corporações.
Ao longo dos anos, porém, a aceleradora passou a concentrar parte importante de sua atuação na aproximação entre empresas e startups, incluindo processos de seleção, investimento e geração de sinergias.
Agora, com a desaceleração desse mercado, a estratégia foi revista.
Negócios jovens O Batch #15 terá uma tese agnóstica em relação aos setores, mas bastante específica quanto ao estágio das empresas.
A Darwin busca negócios jovens, ainda nos primeiros passos de construção, com aporte inicial de R$ 100 mil.
Ao final da aceleração, que terá duração de 12 semanas, a aceleradora poderá investir até R$ 1 milhão adicional em cada startup, de acordo com a evolução do negócio.
Para Marcos, a lógica por trás do cheque inicial é justamente permitir que a Darwin entre mais cedo na trajetória das empresas.
Ele chama esse estágio de “capital semente”.
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