Pandemia, Joesley Day, eleição: relembre os maiores sustos do Tesouro Direto
A alta das taxas do Tesouro Direto na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Lula, coloca a data entre os dias de maior alta dos juros na série histórica do programa.
A lista reúne episódios de natureza diversa, como a crise das hipotecas nos Estados Unidos, a crise financeira global de 2008, o Joesley Day e a pandemia de Covid-19.
O levantamento considera apenas a série histórica do Tesouro Direto , com dados desde dezembro de 2004.
O mercado moderno de títulos públicos no país se estruturou a partir da criação das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN), em 1964, e das Letras do Tesouro Nacional (LTN), em 1970.
Períodos anteriores à série, como a crise cambial de 1999 e a eleição de 2002, não fazem parte da comparação.
Em momentos de forte volatilidade, é comum que o Tesouro Nacional cancele leilões e recompre títulos, e que o Banco Central atue no mercado de câmbio.
Essas medidas foram adotadas em vários dos episódios da lista, que se diferenciam, sobretudo, pelos fatores que desencadearam cada movimento.
O critério compara a taxa de abertura de cada dia com a do pregão anterior, considerando o prefixado com maior alta.
Por isso, quando o evento ocorre à tarde ou à noite, seu efeito aparece na série na manhã seguinte.
Veja os dez dias, do menor para o maior avanço.
Posição Data Episódio Maior alta dos prefixados no dia (pontos percentuais) 1 26/10/2026 Reeleição de Lula 2,88 2 12/03/2020 Pandemia de Covid-19 2,06 3 23/10/2008 Crise financeira global 1,88 4 18/05/2017 Joesley Day 1,86 5 19/03/2020 Pandemia de Covid-19 1,48 6 16/08/2007 Crise das hipotecas 1,13 7 29/10/2021 Precatórios e Selic 0,99 8 19/12/2024 Pressão fiscal e câmbio 0,97 9 11/11/2016 Eleição de Donald Trump 0,78 10 11/11/2022 Discurso na transição 0,76 Critério: variação entre as taxas de abertura de dois pregões consecutivos, considerando o prefixado com maior alta no dia e apenas títulos com mais de um ano até o vencimento.
Fonte: série histórica do Tesouro Direto, com dados desde dezembro de 2004.
Nesses episódios, os títulos de prazo mais longo tendem a registrar as maiores perdas na marcação a mercado , já que a alta dos juros afeta mais os papéis com vencimento distante.
A perda só se concretiza para quem vende antes do vencimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.