Luiz Cezar Fernandes revela como fazia negócios sem estudo ou valuation
A trajetória de Luiz Cezar Fernandes, sócio-fundador do Banco Garantia e do Banco Pactual, foi marcada por operações estruturadas, reestruturações de empresas em crise, investment banking e uma disposição para avançar em negócios que, segundo ele próprio, muitas vezes eram conduzidos de forma intuitiva.
“Não tinha estudo, valuation, nada disso”, explicou.
Cezar conta que muitas vezes usava apenas uma folha de papel e conversava diretamente com os bancos.
Em entrevista ao podcast Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo, o empresário relembrou bastidores das negociações do setor financeiro e detalhou como solucionava pendências de grandes instituições.
A estratégia de Cezar surgiu a partir de uma percepção sobre o mercado: havia bancos com recursos e empresas com problemas, mas faltavam estruturas capazes de conectar os dois lados.
“O meu mercado eram os bancos.
Os grandes bancos eram nossos clientes.
Pessoa física e pessoa jurídica estavam lá abandonadas.
Aí veio a depreciação, vieram os problemas, e perguntavam: ‘Como é que resolve isso aqui?’.
Eu comecei a resolver para os bancos os pepinos que eles tinham”, disse Fernandes.
Essa atuação na resolução de gargalos financeiros permitiu ao executivo estruturar operações de grande porte para viabilizar projetos de infraestrutura e reorganizar companhias endividadas.
Leia mais: Ativos ilíquidos exigem disciplina para ter retornos além tradicional, diz gestor De financiamentos de infraestrutura a reestruturações Um dos primeiros negócios citados por Cezar foi o financiamento da construção de uma ponte no Espírito Santo.
A operação surgiu depois que um cliente apresentou a necessidade de levantar US$ 150 milhões para a obra.
Sem um modelo pronto, ele procurou bancos para formar a estrutura.
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