GHK-Cu, retatrutida e anabolizantes: por que alvos de operação da Anvisa são proibidos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira, 22, que, durante a primeira quinzena de setembro, apreendeu mais de mil produtos sujeitos a controle sanitário em voos do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.
Ao todo, foram realizadas 19 operações que resultaram na retenção de medicamentos e substâncias sem registro: 347 unidades de versões irregulares de tirzepatida , 572 unidades de retatrutida e 198 unidades de GHK-Cu , peptídeo injetável , sem aprovação, comercializado com fins estéticos.
Também foram apreendidos 113 frascos de anabolizantes em uma ocorrência que resultou na prisão de um passageiro por crime contra a saúde pública e contrabando.
As operações foram realizadas junto à Receita e à Polícia Federal do Brasil e focaram em passageiros vindos de Foz do Iguaçu, região de divisa com o Paraguai , onde há grande circulação de produtos irregulares, bem como de rotas internacionais oriundas de Dubai e Amsterdã.
Continua após a publicidade Mas, por que as substâncias apreendidas são proibidas no Brasil? E quais riscos elas oferecem à saúde? Tirzepatida irregular A tirzepatida é uma molécula desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly e utilizada como princípio ativo dos medicamentos Mounjaro e Zepbound , da mesma empresa.
Eles são recomendados para o tratamento do diabetes tipo 2 e controle do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.
No Brasil e na maior parte do mundo, a Eli Lilly é a única detentora dos direitos de produção dessa substância até meados de 2036 .
Isso significa que não existem genéricos ou similares aprovados da tirzepatida .
“Então, qualquer produto vendido como tal é irregular, falso e perigoso, com risco de conter impurezas ou ser totalmente diferente do original”, destacou o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) Clayton Macedo para a VEJA SAÚDE .
Continua após a publicidade Acontece que, mesmo assim, circulam diversas versões alternativas das substâncias , especialmente produtos que ficaram conhecidos como “ Mounjaro do Paraguai “, vendidos a preços mais baixos do que a versão oficial do medicamento.
Essas substâncias são fabricadas legalmente no território paraguaio, porém, isso não significa que elas possam ser importadas e vendidas livremente no Brasil.
Para que um medicamento seja comercializado oficialmente no país, é necessário que sua qualidade, segurança e eficácia tenham sido avaliadas pela Anvisa e que o produto esteja dentro das regras brasileiras de fabricação , distribuição, armazenamento e venda.
No caso das versões irregulares, há uma incerteza sobre esses aspectos .
Além disso, não é possível presumir que o conteúdo do frasco corresponda ao que está escrito no rótulo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.