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Depois de cobrança de aliados, PT amplia participação de Alckmin em campanha

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Depois de cobrança de aliados, PT amplia participação de Alckmin em campanha

BRASÍLIA, 8 Out (Reuters) - Discreto até agora na sua participação na campanha eleitoral, o vice-presidente Geraldo Alckmin ganhará mais espaço nesse segundo ​turno, depois de cobrança de aliados por ​uma presença sua mais forte não apenas em atos, mas na própria propaganda eleitoral.

"Esquecido" no primeiro turno, Alckmin fez poucos atos sozinho, sem Lula, e também não participou das inserções ​eleitorais. Agora, com Lula ⁠ainda se concentrando ​em gravações e reuniões internas de coordenação, a agenda ⁠já está cheia.

A cobrança por uma participação mais ​ativa do vice-presidente já vem de antes do primeiro turno, mas aumentou depois que Flávio Bolsonaro ficou quase 2 pontos percentuais à ‌frente do presidente na votação de domingo.

A ‌avaliação dos ​aliados é que Alckmin tem capacidade de atrair um eleitor moderado que não quer votar em Flávio, mas não sente confiança em Lula.

Da mesma forma, Alckmin ‌teria esse espaço com o mercado financeiro. Oriundo do PSDB, o vice, mesmo tendo se aliado com o PT, é visto mais favoravelmente pelo mercado. Até agora, no entanto, o PT havia deixado essa interlocução com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Como mostrou a Reuters, Alckmin é mesmo cotado para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual novo mandato de Lula, o que é considerado um sinal de ‌estabilidade fiscal.

O vice-presidente gravou inserções eleitorais na quarta-feira e também fez uma visita à feira de Ceilândia, maior cidade-satélite ​do Distrito Federal, com Leandro Grass, candidato do PT ao governo do DF, que disputa o segundo turno.

Nas duas participações, fez um tipo de campanha que Lula não tem feito, até pelas dificuldades de ser ‌presidente: caminhar nas ruas, tirar fotos, ‌postar vídeos.

O vice ainda deve ter outra agenda popular no próximo domingo: participar de uma manifestação organizada ⁠pela União Nacional dos Estudantes (UNE) na Avenida Paulista.

Alckmin também deve assumir dois outros papéis nesse segundo turno, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters: o contato com comunidades religiosas e com empresários e representantes do mercado financeiro.

Ainda que católico fervoroso, o vice-presidente ​tem boa relação com ​religiosos de diferentes matizes, e sua agenda já está tomada de eventos do tipo.

Na noite desta quinta, participa de uma live com católicos chamada "Plenária Povo de Deus com a Democracia"; no sábado, grava uma sabatina com evangélicos e ainda participa de um evento de apoio à chapa presidencial organizado pelo grupo Judias e Judeus pela Democracia, em São Paulo.

No dia 12, como faz ⁠há 40 anos, Alckmin irá a Aparecida, participar da missa na Basílica pelo dia ​da Padroeira.

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