Namorado de jovem morta em Fortaleza é casado e está abalado, diz defesa
O bacharel em direito João Munhoz Neto, 34, que era namorado da universitária Isabelle Caracristi, 22, jovem que morreu no último dia 13 após cair do 23º andar de um condomínio de luxo onde vivia , em Fortaleza, era casado enquanto estava no relacionamento. Ele foi preso hoje à tarde por ordem da justiça , mas o motivo exato não foi informado.
Segundo a advogada de João, Lígia Peixe, Isabelle sabia do casamento. "Ele em nenhum momento negou para ela, talvez por isso a mãe dela não goste dele", disse em coletiva na porta da delegacia onde João está detido. O homem está em processo de divórcio, mas oficialmente ainda é casado.
Isabelle, segundo depoimento de familiares, só soube disso quando já estava se relacionando com João. O namoro começou em julho.
A advogada de João negou que o caso com Isabelle fosse uma relação extraconjugal. "Ele estava separado de fato da esposa. Existe já um procedimento de divórcio amigável."
Sobre a prisão, a advogada diz acreditar que foi "mais uma resposta midiática". "Não precisava da medida. Ele ontem se apresentou voluntariamente, deixei os meus telefones, o endereço e disse que, a hora que precisasse ouvi-lo, ele estaria em qualquer lugar. De repente a gente se vê surpreendido com isso", conta.
A defesa de João nega qualquer envolvimento do bacharel em direito no caso. "Foi suicídio? Foi! Mas ele não estava em casa [no momento]. Ele está abalado, ele gostava da menina".
João foi preso hoje em um condomínio no bairro da Aldeota, na casa de um familiar. Ele tinha desaparecido após deletar perfil de rede social e bloquear número de telefone depois da morte de Isabelle.
João prestou depoimento em sigilo ontem à noite. A polícia não se pronunciou sobre a prisão até o momento para explicar se o mandado é por suspeita do crime ou obstrução de investigação. O desaparecimento de João tornou-se um dos pontos centrais do caso, que ainda não foi esclarecido pelas autoridades --que buscam ouvir a versão dele sobre o caso inicialmente tratado como suicídio, mas que agora está sendo alvo de apuração.
João sumiu sem deixar vestígios logo após a morte da namorada. Ele excluiu sua conta no Instagram e não entrou em contato com os familiares de Isabelle para comunicar a morte da universitária.
A mãe de Isabelle conta em vídeo gravado na sexta-feira ter descoberto a morte da filha apenas no dia seguinte ao fato, ao ir ao condomínio da jovem. Ela disse que tentou contato com o genro em busca de explicações, mas o número de telefone teria sido bloqueado por ele.
O irmão da vítima, Rafael Magalhães, relatou que Isabelle vivia um relacionamento controlador com o companheiro. "Quando estávamos em família, víamos a Isabelle direto no celular. Ela não tinha a oportunidade de ficar com a família sem estar sendo rastreada pelo próprio namorado. E a gente se questionava", afirmou em entrevista à rádio CBN O Povo.
A SSPDS (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social) mantém as investigações sob sigilo e não confirma formalmente se João figura como suspeito de envolvimento direto na morte.
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