Com IA, CIO deixa de controlar a tecnologia e passa a orquestrá-la para o negócio
A capacitação das áreas de negócio passou a ser tarefa do CIO.
Foi o que foi defendido pelo diretor de tecnologia e inovação da EcoRodovias , Afrânio Spolador Junior , e pela diretora-acadêmica da SPTech , Vera Goulart , no painel “Do RH para o board: por que educação é a pauta do CIO”, realizado nesta quinta-feira, 20, no segundo dia do IT Forum Praia do Forte 2026.
O debate sobre o fim do cargo abriu a conversa.
Para Spolador, a pergunta não é mais se as empresas precisam de um CIO, e sim o que resta da função quando qualquer área contrata um serviço e coloca um sistema de automação sem passar pela TI.
“Estamos perto da morte do CIO no modelo atual.
Vai mudar o que é, talvez um novo nome, uma nova função, mas o segredo ainda está em orquestrar para que as áreas consigam evoluir”, afirma Spolador.
O diagnóstico que ele leva ao painel é de dispersão.
“Ninguém depende mais da TI.
É possível contratar um serviço e já possuir um novo sistema funcionando”, diz.
“O que estamos vivendo é o novo padrão, em que alguns acreditam saber tudo sobre inteligência artificial, enquanto outros tentam aprender.” A saída, na avaliação dele, começa dentro de casa.
“Precisamos capacitar a equipe, principalmente o C -level.” Leia mais: Liderar hoje é orquestrar, não comandar, defende Neil Redding Pós-graduação desenhada para quem não é de TI Caminhando nessa ideia de que dirigir tecnologia em uma era de agentes é ser maestro do ecossistema, a resposta da EcoRodovias foi um programa de pós-graduação construído com a SPTech e voltado a profissionais fora da TI.
“O programa começou escolhendo seis áreas de negócio, pessoas que não eram de TI, advogados, engenheiros, tentando aprender sobre tecnologia”, explica o CIO.
Vera aponta dois diferenciais.
O primeiro é a definição prévia dos temas.
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