Dia do Advogado: a história do alemão enterrado na Faculdade de Direito da USP que fundou uma sociedade secreta
Túmulo de Julius Frank em um dos pátios na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Flávio Roberto Batista/BBC Em forma de um pequeno obelisco, o túmulo é um monumento inusitado em um pátio interno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, centro de São Paulo.
A lápide revela a identidade: Júlio Frank, como se tornou conhecido no Brasil o intelectual alemão Johann Julius Gottfried Ludwig Frank.
Nascido em 1808, ele migrou para o Brasil em 1828.
Erudito, começou a ganhar a vida dando aulas particulares em repúblicas estudantis da capital paulista e acabou se tornando professor na Faculdade de Direito.
Em 1834, foi nomeado professor de História, Filosofia e Geografia do curso anexo da instituição, que funcionava como escola preparatória.
Mas o que anos mais tarde lhe renderia o direito de ser sepultado com destaque no interior do prédio universitário viria de uma sociedade secreta que Frank fundou: a Burschenschaft Paulista, mais conhecida como Bucha.
Primeira da família a falar inglês, brasileira supera concorrência de 33 mil candidatos e conquista vaga de estágio no Banco Mundial Agora no g1 Um personagem misterioso Conforme definiu o jornalista Afonso Schmidt (1890-1964) no livro A Sombra de Júlio Frank, o alemão era admirado e ignorado na mesma medida.
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