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Morte de família em Curitiba: o que se sabe e o que falta esclarecer?

UOL Notícias ·
Morte de família em Curitiba: o que se sabe e o que falta esclarecer?

A morte de uma médica, um engenheiro e o filho deles dentro de um apartamento em Curitiba é investigada pela Polícia Civil do Paraná desde a tarde de ontem, quando os corpos deles foram encontrados.

Vítimas foram identificadas como Marcos Alberto Furuyama, 58, Claudia Hitomi Shimada Furuyama, 57, e Rafael Furuyama, 23. Marcos Alberto era formado em engenharia, Claudia era médica pediatra em uma UBS da cidade de Araucária e Rafael era estudante universitário.

Crime aconteceu em dois quartos diferentes: em um deles estava o corpo de Marcos e no outro estavam os corpos de Claudia e do filho. A casa tinha três quartos, além de outras dependências, e a polícia não viu sinais de luta corporal nos outros locais .

Eles foram mortos com golpes de arma branca e duas possíveis armas foram recolhidas pela polícia no apartamento. De acordo com o delegado Ivo Viana, um punhal e uma faca de cozinha com vestígios de sangue foram encontrados e passarão por perícia.

Todos os corpos tinham mais de uma perfuração, a maioria deles no peito e no abdômen. "A gente tem informação, por exemplo, que o menino teria um corte na região do abdômen. Então, a maioria deles foi ferimentos na região do abdômen, na parte do peito. Alguns ferimentos superficiais nas costas. São ferimentos variados, mais de um, todos eles têm mais de uma perfuração", afirmou o delegado.

Não há indícios de invasão no apartamento da família. Vizinhos não ouviram pedidos de socorro nem viram a entrada e saída de pessoas estranhas e o apartamento estava trancado por dentro. O local só foi aberto após o acionamento de um chaveiro.

Apartamento da família foi colocado para leilão após processo judicial. Segundo documentos aos quais o UOL teve acesso, o leilão seria para cumprimento de uma sentença judicial movida contra uma construtora da qual Marcos foi sócio. O processo tinha mais de uma década e estava na fase final, de penhora de bens dos envolvidos.

Um oficial de Justiça já esteve no condomínio para intimar a família sobre o leilão. Segundo o edital publicado pela Justiça, o apartamento no qual a família vivia foi avaliado em R$ 650 mil.

Famílias das vítimas são do interior de São Paulo e ainda não foram ouvidas pela polícia. A expectativa é de que as primeiras oitivas aconteçam hoje e, além dos parentes, moradores do prédio também sejam ouvidos.

A autoria do crime ainda é investigada e só será esclarecida após perícia. Uma das investigações considera a possibilidade de homicídio seguido de suicídio, mas ao menos outras duas possibilidades são estudadas. "Dependemos de exames periciais, que ainda não foram finalizados. Precisamos aguardar isso para buscar algumas respostas que ainda não temos", afirmou o delegado.

A perícia também deve determinar a ordem das mortes no apartamento. O delegado informou que não há um prazo exato para que o resultado das análises fique pronto.

O dia em que o crime aconteceu é uma incógnita, já que os vizinhos chamaram a polícia porque desconfiaram do mau cheiro e dos latidos do cachorro.

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