Goiana considerada umas das mulheres mais poderosas do Brasil pela Forbes conta que se inspirou no pai: 'Teve coragem de apostar'
Agricultora de Formosa é eleita como uma das mulheres mais poderosas do Brasil A empresária de Formosa apontada pela Forbes Brasil como uma das mulheres mais poderosas do país, Camila Colpo, contou ao g1 que tem o pai como uma de suas grandes inspirações.
De acordo com ela, a história da Boa Safra, empresa com receita anual bilionária da qual é presidente, começou após o pai investir em um pedaço de terra em Goiás: "Ele acreditava muito no futuro do Cerrado e teve a coragem de apostar naquela terra", declarou.
Segundo Camila, a corporação, que fechou o ano de 2025 com uma receita líquida de R$ 2,6 bilhões, começou quando o pai dela trocou um Fusca por um pedaço de terra em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.
Em 1979, ele se mudou do Rio Grande do Sul para Goiás.
"Ele foi passar o Carnaval na Bahia com um amigo, viajando em seu Fusca.
No caminho, parou em um posto de gasolina e, conversando por ali, conheceu um senhor que queria se desfazer de uma propriedade.
Foi então que surgiu uma situação bastante inusitada: meu pai acabou trocando o Fusca por um pedaço de terra", disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Camila explicou que a região do Cerrado ainda era improdutiva na época, o que, para ela, mostra ainda mais que o pai identificou potencial em uma área na qual poucas pessoas apostavam.
De fato, o Cerrado goiano era uma região com baixa adesão ao agronegócio.
Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de 1986, a acidez do solo e a deficiência de cálcio e magnésio limitavam a produção agrícola em grande parte da região na época, por isso, o Cerrado passou por um processo de correção.
Entre as medidas adotadas, foi realizada a aplicação de calcário na região.
"O calcário é uma forma de fornecer cálcio e magnésio para o solo.
O cálcio se liga ao alumínio tóxico presente no solo e consegue neutralizar a ação dele.
Isso permitiu que as terras do Cerrado fossem agricultáveis, por isso que a gente cultiva aqui hoje", explicou ao g1 o engenheiro agronômico formado pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Lucas Clemente.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.