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Esposa de Netanyahu espalha teoria da conspiração sobre líder opositor

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Esposa de Netanyahu espalha teoria da conspiração sobre líder opositor

Sara Netanyahu , esposa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu , reproduziu na segunda-feira 31 a teoria da conspiração de que um líder da oposição tinha conhecimento do plano para o ataque do Hamas , em 7 de outubro de 2023, antes que acontecesse.

A incursão terrorista em comunidades do sul de Israel fez 1.200 mortos e sequestrou 251 reféns; foi também o estopim para a guerra em Gaza , que matou mais de 70 mil palestinos.

Seus comentários, que provocaram indignação em toda a oposição israelense, evidenciam a profunda polarização política do país antes das eleições de 27 de outubro .

A declaração versus as reações Em uma entrevista exibida na televisão na noite de segunda-feira, Sara atacou Yair Golan , ex-subcomandante chefe do Estado-Maior e líder do partido de centro-esquerda Democratas.

Ela sugeriu que Golan já estava “vestido e preparado” no amanhecer de 7 de outubro de 2023, “enquanto outros não sabiam de nada, incluindo o primeiro-ministro”.

O partido de Golan respondeu que condena de modo veemente as declarações “vis e enganosas”.

O líder de oposição israelense, Yair Golan, do partido de centro-esquerda Democratas Yair Golan, durante comício em Tel Aviv.

01/11/2025 – Eyal Warshavsky/SOPA Images/LightRocket/Getty Images Continua após a publicidade “Divulgar teorias da conspiração contra o general de divisão Yair Golan e manchar sua heroica atuação em 7 de outubro é ultrapassar uma linha vermelha que beira a insanidade”, disse um comunicado postado em sua conta no X (ex-Twitter).

Gadi Eisenkot , ex-comandante do Exército e agora favorito para enfrentar Netanyahu, também denunciou a “louca teoria da conspiração de traição” difundida pela esposa do premiê, cujos comentários “têm como propósito atiçar o ódio e perpetuar o mandato de Netanyahu”.

Continua após a publicidade Polarização e boatos As acusações de Sara Netanyahu refletem teorias da conspiração recorrentes em Israel.

Segundo uma pesquisa realizada em agosto para o Canal 13, maior emissora do país, 40% dos israelenses — e 63% dos eleitores da atual coalizão de direita — acreditam que uma traição interna levou ao ataque de 7 de outubro, o dia mais letal desde que o Estado judaico foi estabelecido, em 1948.

Netanyahu, o mais longevo premiê de Israel com 19 anos anos no cargo em três mandatos distintos, já afirmou que, no dia do ataque, os responsáveis pela segurança deveriam tê-lo acordado.

Continua após a publicidade Se as eleições fossem hoje, a coalizão de Eisenkot venceria a coalizão do primeiro-ministro, mas nenhum dos blocos obteria a maioria dos assentos no Knesset, o parlamento de Israel, o que significa que não conseguiria aprovar por conta própria leis, um orçamento, e essencialmente governar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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