Repositor da Unilever será indenizado em R$ 30 mil após denunciar ofensas homofóbicas em mercado de Salvador
Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), em Salvador Reprodução/TV Bahia Um repositor de mercadorias que trabalhava para a Unilever em um supermercado de Salvador e relatou ter sido vítima de ofensas homofóbicas por parte da supervisora será indenizado em R$ 30 mil.
A decisão é da Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA).
A decisão ainda cabe recurso.
Segundo o trabalhador, as ofensas começaram depois que a supervisora soube da orientação sexual dele.
Ele afirmou que era chamado de termos pejorativos na frente de outros funcionários e também pressionado a apresentar uma namorada durante festas promovidas pela empresa. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A Unilever negou as acusações e argumentou que o trabalhador não havia relatado os episódios no questionário preenchido no momento do desligamento.
O g1 entrou em contato com a Unilever e aguarda posicionamento da empresa.
Agora no g1 Testemunha relatou 'brincadeiras' durante reuniões O trabalhador foi contratado como promotor de merchandising da Unilever para atuar em um supermercado na região do Iguatemi, em Salvador.
Durante o processo, uma testemunha afirmou ter presenciado situações consideradas constrangedoras envolvendo a supervisora.
Segundo o relato, ela dizia que o trabalho do repositor não estava bom porque ele era "frutinha" e "xingling", além de cobrar que ele tivesse "postura de homem".
As falas, conforme o depoimento, aconteciam diante de outros funcionários, inclusive durante reuniões mensais realizadas no estacionamento do supermercado.
A testemunha também relatou que outro funcionário homossexual chegou a apresentar uma prima como namorada em festas da empresa por causa das "brincadeiras" feitas pela supervisora.
Embora não tenha confirmado diretamente que o repositor era obrigado a apresentar uma namorada, o depoimento foi considerado pela Justiça como indicativo de um ambiente de hostilidade relacionado à orientação sexual dos trabalhadores.
Na primeira decisão, da 24ª Vara do Trabalho de Salvador, a empresa havia sido condenada a pagar uma indenização equivalente a dez vezes a última remuneração do funcionário.
Tanto a Unilever quanto o trabalhador recorreram da decisão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.