Eduardo Razuk e outros 7 são indiciados por rifas ilegais na internet
Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul indiciou oito pessoas após concluir o inquérito da Operação Rodas da Sorte, que investigou a realização de rifas pela internet.
Entre os indiciados estão os influenciadores Eduardo Razuk e Rafael Razuk, presos no dia 18 de agosto durante a operação.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), apurou suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa, publicidade enganosa e contravenção penal de loteria não autorizada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Os oito indiciados são de Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio de Janeiro.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e outros quatro em João Pessoa, Campina Grande, no Rio de Janeiro e em Brasília.
Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou mais de cem sorteios realizados sem autorização legal desde 2019 e apontou o uso de uma empresa para conferir aparência de regularidade às rifas.
Influencer Eduardo Razuk exibia coleção de carros esportivos nas redes sociais Redes sociais/Reprodução Investigação A apuração teve início a partir da atuação de Eduardo Razuk, influenciador digital de Campo Grande com milhões de seguidores.
De acordo com a Polícia Civil, elementos reunidos durante a investigação indicaram que Razuk promovia rifas com finalidade lucrativa pela internet de forma ininterrupta desde 2019.
Ao todo, segundo a polícia, foram identificadas mais de cem edições.
Os prêmios eram, em geral, veículos de luxo avaliados entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de celulares e valores transferidos por meio de Pix.
A polícia afirma que, entre 2019 e 2025, os sorteios eram promovidos sem autorização dos órgãos competentes.
A investigação aponta que, a partir de 2025, o grupo passou a adotar uma estrutura que, segundo a Polícia Civil, teria como objetivo dar aparência de legalidade às rifas e dificultar a identificação da origem dos recursos.
Conforme a apuração, uma empresa da Paraíba, que possuía autorização para exploração lotérica no estado, passou a aparecer formalmente como organizadora dos sorteios.
Enquanto isso, o influenciador seria apresentado apenas como “divulgador”.
Para a Polícia Civil, porém, essa estrutura não correspondia à forma como a atividade era efetivamente conduzida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.