Após desempenho fraco no Enamed, faculdades de medicina mudam métodos para fugir de punições
Faculdades de medicina com notas baixas na primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) criaram estratégias para melhorar o desempenho dos alunos e evitar novas punições do Ministério da Educação.
Algumas instituições alteraram atividades pedagógicas, formas de avaliação e até mesmo contrataram cursinhos especializados para preparar melhor seus alunos para a prova.
A segunda edição do Enamed acontece neste domingo (13).
A prova é voltada para os concluintes da graduação.
Os resultados do primeiro exame foram divulgados em janeiro deste ano e mostraram que 107 dos 305 cursos de medicina avaliados tiveram notas 1 e 2 (em uma escala de 5), consideradas insuficientes e passíveis de processos de supervisão e sanções por parte do governo federal.
A maior parte dos cursos (87) com nota baixa está em instituições privadas, com ou sem fins lucrativos.
Depois da divulgação dos resultados, o MEC anunciou a lista com as sanções para cada instituição, a depender do nível alcançado e do percentual de estudantes considerados proficientes na prova.
Nos casos mais graves, faculdades ficaram impedidas de receber novos estudantes e abrir novas vagas.
Para reverter as punições e até mesmo evitar sanções mais graves, diversas faculdades iniciaram ainda no primeiro semestre uma corrida para tentar melhorar o desempenho dos estudantes no exame.
Especialistas, no entanto, apontam que as mudanças podem resultar em notas mais altas no Enamed sem necessariamente melhorar a qualidade da formação médica, que era o objetivo do governo Lula (PT) ao lançar o exame.
À Folha estudantes relataram preocupação com a qualidade do ensino que estão recebendo.
Em ao menos dois casos, eles recorreram à Justiça para tentar barrar mudanças definidas pelas faculdades na forma de avaliação.
Foi o que ocorreu na Uniderp, em Campo Grande, que alterou, em março, a média mínima para a progressão no curso, passando a exigência de 6 para 7 pontos.
Além de questionarem a alteração no meio do semestre, os estudantes reclamam da diminuição da carga horária voltada ao atendimento de pacientes, substituída por atividades em laboratórios e aulas de cursinho especializado para o exame.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.