'Exército de Lula' cresce e coincide com melhora do petista nas redes, diz Datrix
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O grupo passou de cerca de 50 mil inscritos antes do primeiro turno para mais de 4 milhões em 13 de outubro. Criado em abril, ele se tornou uma central de mobilização da campanha a partir de 5 de outubro, com a distribuição de vídeos, áudios e orientações para que apoiadores reproduzam conteúdos nas redes sociais, sobretudo nas plataformas da Meta .
Entre 7 e 14 de outubro, o saldo de publicações positivas sobre Lula, descontadas as negativas, passou de -20,3 para -2,2 pontos. No mesmo período, o indicador de Flávio Bolsonaro ( PL ) caiu de 28,5 para 9,1 pontos. Em 14 de outubro, os dois estavam praticamente empatados, com saldos de 1,1 ponto para Lula e 0,4 para Flávio.
A Datrix calcula um "saldo de sentimento" para medir o tom das publicações sobre cada político. O índice é obtido pela diferença entre o percentual de menções positivas e o percentual de menções negativas. Assim, um resultado positivo significa que houve mais publicações positivas do que negativas —e vice-versa.
A empresa também identificou mudanças no desempenho dos perfis oficiais do presidente. Lula reduziu em 24% o número de publicações e aumentou a proporção de vídeos e reels. O número mediano de interações por publicação passou de cerca de 2.800 para 16,2 mil.
A partir de 7 de outubro, Lula também passou a ganhar mais seguidores por dia do que Flávio nos perfis oficiais de Facebook, Instagram, X e YouTube. Foram 210 mil por dia, em média, contra 136 mil do senador, segundo o levantamento.
Apesar da melhora no tom das publicações sobre Lula, o volume de mensagens que citam o presidente permaneceu estável, dentro da variação registrada antes do primeiro turno. Flávio, por sua vez, não perdeu espaço entre os usuários que comentam sobre ele. O número de pessoas que mencionaram o senador cresceu 40% no período, segundo a Datrix.
A pesquisa aponta ainda que as manifestações de artistas e influenciadores, como Anitta, Ludmilla e os apresentadores do Podpah, tiveram alcance limitado na repercussão da estratégia digital petista. A rede de influenciadores montada pela campanha respondeu por 1,8% das publicações analisadas sobre o tema.
A disputa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal também dominou as discussões sobre a estratégia digital de Lula. Entre 7 e 14 de outubro, 73% das publicações analisadas sobre o tema trataram do caso. Em 24,7% delas, a suspensão do canal foi apresentada como censura. Já 9,1% abordaram a acusação de que o canal divulgava desinformação.
Para João Paulo Castro, CEO e cofundador da Datrix, a estratégia ajudou a campanha a se recuperar da "ressaca" após o primeiro turno e a aproximar o saldo de sentimento ao de Flávio.
O desafio, segundo ele, é "convencer o próprio eleitor a sair da abstenção e ir votar, e isso ainda não aconteceu. Não é eficiente, por exemplo, que grandes influenciadores, como artistas e criadores de conteúdo digital, se manifestem uma única vez e não participem da campanha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.