Confusão no Júri: promotor diz ter sido empurrado por advogado em SP
Uma confusão durante um julgamento no Tribunal do Júri , em São Paulo, terminou com a dissolução do Conselho de Sentença e o adiamento da sessão na última quinta-feira (17).
O promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku caiu no plenário e afirmou ter sido empurrado por um advogado de defesa.
Os advogados Mauro Ribas Junior e Renato Soares do Nascimento negam contato físico e alegam que o promotor simulou a queda.
O episódio ocorreu no Plenário 4 da 4ª Vara do Júri de São Paulo, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona Oeste da capital paulista, durante o julgamento de Emerson Silva de Brito, presidido pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello.
Veja as imagens: document.createElement('video'); https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/09/WhatsApp-Video-2026-09-21-at-08.07.36.mp4 Leia Mais Caso Gritzbach: defesa tenta invalidar depoimento de perito; juiz nega Caso Henry Borel: Jairinho mantém defesa após "ameaça" de Bangu 1; entenda Julgamento Henry Borel: Médica diz que menino já chegou morto a hospital Versões divergentes Segundo o relato de Yabiku registrado em ata, o advogado Renato Soares do Nascimento teria se dirigido a ele de forma agressiva durante a sustentação oral da acusação.
O promotor afirmou que o defensor gritou e se posicionou à sua frente , empurrando-o com o corpo até que ele caísse no chão.
Ainda conforme o relato, Mauro Ribas, que acompanhava a sessão na plateia e fez o registro do vídeo, teria passado a ofender e xingar o promotor após o episódio.
A Procuradoria-Geral de Justiça do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a APMP (Associação Paulista do Ministério Público) divulgaram notas de apoio a Yabiku.
As entidades afirmaram que o promotor tem mais de 30 anos de carreira e atua há duas décadas no Tribunal do Júri.
Também destacaram que ele não teria revidado a suposta agressão e que se colocou à disposição para dar continuidade ao julgamento.
Defesa afirma que houve simulação Renato Soares afirmou que o conflito começou quando o promotor se aproximou do réu e fez referência ao direito constitucional ao silêncio.
O advogado diz que pediu a intervenção do juiz e que, na sequência, Yabiku caminhou em sua direção e se jogou intencionalmente no chão.
A defesa afirma que a cena foi gravada por Mauro Ribas a partir da plateia e que as imagens mostrariam ausência de contato físico .
Segundo os defensores, o promotor teria dobrado os joelhos, sentado e se jogado de costas no chão enquanto dizia ter sido atingido.
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