Tarcísio ‘mergulha’ na campanha em busca de 7 milhões de votos para eleger Flávio
No Palácio dos Bandeirantes, nem as famosas esculturas em bronze dos cavalos nem a de madeira de São Jerônimo, restaurada recentemente, acreditam no fim da reeleição prometido por Flávio Bolsonaro (PL).
Ainda assim, o mistério acabou: Tarcísio de Freitas (Republicanos) “mergulhou de cabeça”, conforme sua própria definição, na campanha do presidenciável.
Reeleito no primeiro turno , o governador de São Paulo contrariou prognósticos (e esperanças petistas) de que manteria distância protocolar da campanha de Flávio e escolheu ser sócio em uma eventual vitória do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro contra Lula (PT) no segundo turno da eleição nacional.
Na quarta-feira (14/10), Tarcísio esteve ao lado do presidenciável em Porto Alegre (RS) .
Nos próximos dias, ambos deverão participar de eventos em Vitória (ES) e Salvador (BA).
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas O grande momento, porém, está marcado para ocorrer no domingo (18/10), na cidade de São Paulo, durante a manifestação eleitoral pró-Flávio convocada para a avenida Paulista.
Tarcísio e o presidenciável, auxiliados pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), medirão forças com a esquerda, que lotou o mesmo espaço em apoio a Lula no último dia 11.
A decisão de Tarcísio frustrou dirigentes petistas , talvez acostumados ao “modus operandi” dos antigos rivais tucanos.
Reservadamente, a campanha de Lula não escondia o desejo de que o governador, uma vez reeleito, fizesse algum gesto singelo de apoio a Flávio e, logo depois, antes mesmo da votação, fosse curtir férias.
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, sempre foi decisivo para as pretensões eleitorais de Flávio e de Lula.
Neste ano, conforme os cálculos das duas campanhas, se o candidato do PL abrir uma ampla vantagem sobre o presidente no estado, poderá compensar a diferença favorável a Lula prevista no Nordeste.
Em 2014, Aécio Neves (PSDB) recebeu cerca de 7 milhões de votos a mais do que Dilma Rousseff (PT) no segundo turno em São Paulo.
Esse resultado não foi suficiente para que ele se tornasse presidente, mas até hoje é o melhor obtido por um tucano no estado, incluindo as participações de Geraldo Alckmin e José Serra, ex-governadores do estado.
Quatro anos depois, Bolsonaro pai abriu quase 8 milhões de votos sobre Fernando Haddad (PT) e ganhou a eleição.
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