Jornalistas demitidos durante gestão de executivo da Globo ligado a Vorcaro quebram o silêncio
Os jornalistas Ruben Berta e Leonardo Lichote, ex-funcionários do jornal O Globo, recorreram às redes sociais nesta quinta-feira (15) para comentar suas demissões da empresa durante a gestão de Frederic Kachar, executivo desligado do Grupo Globo após a divulgação de mensagens privadas trocadas com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Nas publicações, os dois jornalistas relataram suas experiências profissionais e fizeram críticas à atuação de Kachar à frente da empresa.
As manifestações ocorreram após a Globo anunciar a demissão do executivo, que estava havia 29 anos no grupo e ocupava o cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio.
Segundo a empresa, a decisão foi motivada pelo conteúdo das conversas entre Kachar e Vorcaro, que revelaram uma “relação inadequada do executivo com um anunciante”.
Em abril de 2025, o ex-banqueiro procurou Kachar para reclamar de reportagens publicadas pela jornalista Malu Gaspar, colunista de *O Globo*, sobre o Banco Master.
Nas mensagens, o executivo prometeu “acompanhar de perto” a situação e classificou os textos como “cansativos e desnecessários”.
Ruben Berta relata saída de O Globo e critica direção do jornal Em uma publicação nas redes sociais, Ruben Berta afirmou que foi demitido de O Globo pouco depois de Kachar assumir o comando da empresa.
O jornalista também ironizou a participação do então executivo como DJ em uma festa de fim de ano do grupo.
“Como fui demitido de O Globo pouco após o Fred Kachar assumir o comando, não pude acompanhar a performance dele como DJ da festa de fim de ano da firma, uma pena.
Os comentários de quem esteve por lá é que o rapaz é fã do Jota Quest.
Era o mais pitoresco que se sabia à época.” https://x.com/ruben_berta/status/2110778357239406913 Berta ressaltou, no entanto, que não guarda ressentimentos em relação ao jornal e afirmou ter enfrentado situações profissionais mais difíceis em outros veículos de comunicação.
“Ainda sobre o tema do dia, não carrego real mágoa do Globo, vivi inclusive situações piores em outros veículos.
Minha principal questão lá foi e ainda é o principal veículo impresso/digital do RJ ser subserviente primeiro a Sérgio Cabral e depois a Eduardo Paes.” O jornalista também fez questão de diferenciar suas críticas à direção da empresa do trabalho realizado pelos profissionais da redação.
“E isso obviamente não é culpa dos profissionais da base que trabalharam ou que ainda trabalham lá.” Berta encerrou sua manifestação defendendo o fortalecimento do jornalismo no Rio de Janeiro.
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