Mais de 3 mil doentes crônicos retomam tratamento após busca ativa em Curitiba
A busca ativa das Centrais de Cuidado Contínuo (CCC) da Prefeitura de Curitiba já resultou no retorno, desde 2025, de 3.014 pessoas com condições crônicas ao acompanhamento do SUS da capital.
Elas haviam deixado de fazer exames de rotina ou outras etapas do cuidado.
Atualmente, 40 mil usuários são monitorados pela estratégia, que integra o atendimento remoto ao trabalho das 109 unidades de saúde da Atenção Primária.
As Centrais de Cuidado Contínuo fazem a busca ativa e o acompanhamento de pessoas com hipertensão, diabetes e condições de saúde mental, além de gestantes.
Centrais de Cuidado Contínuo em Curitiba Lançadas oficialmente pelo prefeito Eduardo Pimentel em agosto de 2026, as Centrais integram a Política Municipal de Saúde Digital .
A iniciativa começou como projeto-piloto em março de 2025, nos Distritos Sanitários Cajuru, Boa Vista, Matriz e Portão, e foi ampliada gradativamente pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) até chegar aos dez distritos da cidade, há três meses, cada um com uma central dedicada ao acompanhamento dos usuários do território.
“As Centrais de Cuidado Contínuo fortalecem o vínculo com a Atenção Primária ao combinar tecnologia, busca ativa e o trabalho das equipes para manter o cuidado presente na vida dos cidadãos.
O objetivo é simples: fazer com que a assistência aconteça no momento certo, evitando que pequenas pendências se transformem em problemas maiores”, explica a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.
Um exemplo do sucesso da estratégia é o retorno do aposentado Geraldo Alves da Costa, 75 anos, à unidade de saúde de referência no bairro São Braz.
O contato da equipe da Central do Distrito Sanitário Santa Felicidade ajudou a reorganizar a linha de tratamento necessária para manter em dia o controle da hipertensão e da diabetes na US União das Vilas.
“Depois que atendi à ligação, voltei a fazer as consultas e renovar minhas receitas.
Foi importante ter alguém entrando em contato para me orientar e ajudar a retomar o tratamento da minha saúde”, reconhece Geraldo, que na última sexta-feira (16/19) esteve na unidade de saúde do São Braz para mais uma avaliação dos tratamentos.
Antes da ligação Segundo o coordenador e responsável técnico das Centrais, o médico Rômulo Pereira, a busca ativa de pacientes com doenças crônicas começa com a identificação pelas equipes de consultas e exames pendentes, ausência de registros recentes de pressão arterial e peso, além de receitas vencidas ou próximas do vencimento.
“A partir das informações, disponíveis nos painéis de dados de cada Central, são analisados os prontuários de cada pessoa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.