LISA: a incrível tecnologia espacial que vai testar teoria de Einstein e “sentir” as vibrações do Universo
Uma nova geração de telescópios espaciais promete ampliar nossa visão do Universo, permitindo observar galáxias formadas nos primeiros bilhões de anos e estudar a composição das atmosferas de planetas distantes.
É o início de uma revolução astronômica sem precedentes históricos.
Entre as tecnologias mais aguardadas para transformar a ciência espacial está o observatório LISA , desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) em parceria com a NASA .
A missão foi formalmente aprovada para construção no início de 2024 e tem lançamento previsto para 2035 a bordo de um foguete Ariane 6.
O projeto promete redefinir a astrofísica moderna ao monitorar o tecido do cosmos com extrema precisão.
A missão LISA, da ESA, usará três espaçonaves ligadas por lasers para detectar ondas gravitacionais e investigar fenômenos extremos, como fusões de buracos negros. – Crédito: Imagem gerada por IA Ondas gravitacionais no lugar da luz Sigla para Antena Espacial de Interferômetro Laser, o LISA é talvez o projeto mais inovador entre os equipamentos de próxima geração porque não funciona como um telescópio tradicional.
Ele não usará nenhum tipo de luz, seja visível, infravermelha ou raios X, para observar o céu.
Como explica o astrônomo Marcelo Zurita , presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital , o observatório será algo completamente diferente do que estamos acostumados.
“Será um telescópio que não foi projetado para ver o Universo, e sim para sentir a sua vibração”.
Em vez de radiação luminosa, o LISA usará ondas gravitacionais, que são deformações no próprio espaço-tempo previstas na Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein em 1916.
Zurita explica que através do instrumento os cientistas vão “estudar o cosmos por meio das ondas gravitacionais, as minúsculas ondulações no espaço-tempo previstas pela Relatividade Geral”.
Trio de satélites vai medir variações menores que um átomo no espaço Infográfico mostra como a missão LISA medirá as ondas gravitacionais usando feixes de laser e cubos flutuantes. – Crédito: ESA (adaptado à vertical por IA) A missão consistirá em um trio de satélites idênticos enviados ao espaço para orbitar o Sol, acompanhando a Terra em uma órbita heliocêntrica.
O astrônomo detalha o funcionamento.
“As três espaçonaves serão separadas por cerca de 2,5 milhões de quilômetros, voando em formação e trocando feixes de laser entre si.” Dentro de cada equipamento, flutuarão livremente cubos feitos de uma liga especial de ouro e platina, servindo como massas de teste em queda livre absoluta.
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