Subsolo brasileiro guarda um poderoso segredo capaz de ajudar o planeta a enfrentar o aquecimento global
Quando se fala em crise climática e aquecimento global, o dióxido de carbono – popularmente chamado de gás carbônico (CO2) – costuma ser apontado como o grande vilão da história.
No entanto, do ponto de vista da química e da biologia, a substância é parte integrante da nossa atmosfera e cumpre um papel vital no equilíbrio térmico da Terra .
O verdadeiro problema está na quantidade e no ritmo das emissões humanas.
Ao queimarmos combustíveis fósseis e realizarmos processos industriais em larga escala, jogamos na atmosfera um volume de carbono muito maior do que a Terra consegue absorver naturalmente.
Esse acúmulo desmedido retém calor em excesso na atmosfera, alterando o clima global, desregulando o regime de chuvas e prejudicando a agricultura .
Para enfrentar esse desafio, pesquisadores e governos têm voltado os olhos para uma solução que está logo abaixo dos nossos pés.
O subsolo brasileiro possui características geológicas únicas que podem transformá-lo em um gigantesco depósito seguro para o carbono, ajudando a limpar a atmosfera e a frear o aquecimento global.
A tecnologia de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) intercepta o dióxido de carbono emitido por indústrias, transporta o gás e o injeta com segurança no subsolo, ajudando a combater o aquecimento global. – Crédito: wasanajai – Shutterstock Entendendo o CO2: da proteção ao aquecimento descontrolado Para entender como o subsolo pode ajudar a conter a crise climática, é preciso primeiro compreender o papel do gás carbônico no ar.
Existe uma confusão entre o conceito de poluição direta e o de efeito estufa.
A queima de combustíveis como gasolina e diesel solta no ar fuligem e carbono negro, que afetam a qualidade do ar e a nossa saúde.
A mesma queima libera CO2, mas esse gás atua de uma forma completamente diferente no planeta.
Em participação no programa Ciência no Rádio, um projeto do Observatório Nacional (ON), o geólogo da Petrobras Rafael Pietzsch, empresa parceira da instituição em diversos projetos de ponta do país, detalha essa diferença fundamental entre os dois fenômenos.
“O CO2 como gás, por si só, não causa poluição da maneira que entendemos outras substâncias como poluentes”, disse o especialista.
“A queima de gasolina e diesel nos motores de carros, por exemplo, libera no escapamento diversos produtos gasosos e particulados, como a fuligem ou o carbono negro, e estes sim são poluentes.
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