Filme 'O Convite' prop�e repensar sexo e desejo em relacionamentos longos
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Um dos grandes perigos de um relacionamento longo é deixar de ter curiosidade sobre o outro. Quando acreditamos que já sabemos quem é aquela pessoa, os papéis se cristalizam e a convivência pode virar uma rotina funcional.
Em "O Convite" , filme dirigido e estrelado por Olivia Wilde , uma troca de parceiros que parece prometer novidade acaba revelando que o problema do casal protagonista é anterior ao sexo : eles já não conseguem se olhar.
Refilmagem do espanhol "Sentimental" (2020), de Cesc Gay, o longa acompanha Joe (Seth Rogen) e Angela (Wilde), juntos há mais de uma década e pais de uma menina. Eles recebem os vizinhos Piña (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton), juntos há apenas um ano, e desde o início fica evidente a desconexão do casal anfitrião.
Angela e Joe conversam para cobrar e acusar um ao outro e têm uma tendência a responsabilizar o parceiro pelas próprias frustrações. Piña e Hawk também têm conflitos, mas parecem mais disponíveis para reconhecer o incômodo, pedir desculpas e negociar.
Quando surge a proposta de uma troca de casais , os anfitriões topam como se a novidade pudesse recuperar alguma coisa que se perdeu. Mas a experiência deixa clara a falta de intimidade entre eles.
Para a psicanalista Maria Homem, a casa dos protagonistas é também uma espécie de personagem do filme e representa a própria relação. Joe e Angela investiram numa reforma cara, mas trata-se na verdade de uma "pseudo-reforma", avalia Maria, em que as estruturas são mantidas.
A decoração do apartamento expressa esse movimento, acrescenta a psicanalista. "Há uma indecisão sobre novos tons de azul para pintar, que você nem consegue escolher ou diferenciar de tão parecidos. Tudo permanece no mesmo lugar."
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.