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Mendonça e Dino: como Lulinha acabou investigado em dois gabinetes no STF

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Mendonça e Dino: como Lulinha acabou investigado em dois gabinetes no STF

Na edição de VEJA que está nas bancas, o repórter Ricardo Chapola e a editora Laryssa Borges revelam uma das principais conclusões da Polícia Federal ao pedir a abertura de inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Depois de analisar uma série de mensagens de celular e documentos apreendidos na esteira das investigações do INSS , os investigadores concluíram pela existência de “elementos probatórios” que revelam existência de um “núcleo de atuação permanente e coordenada” composto por Roberta Luchsinger, Lulinha e Fernando Bittar voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da administração pública federal.

A investigação em curso, como se constata da leitura do relatório da PF, era sobre toda a “permanente atuação” de Lulinha e outros investigados em “órgãos da administração pública federal”.

Ela foi distribuída ao ministro André Mendonça, após uma série de movimentos incomuns durante o recesso no STF .

Depois de passar meses com o material parado, a PF enviou o caso — um dos mais importantes da República por envolver o filho do presidente — ao Supremo justamente no período em que a Corte funcionava em regime de plantão.

Continua após a publicidade Quem recebeu o procedimento, no dia 24 de julho, foi o ministro Alexandre de Moraes , que determinou a análise do chefe da PGR, Paulo Gonet, sobre o destino do caso na Corte.

Se deveria ficar com Mendonça, relator das investigações do INSS ou se deveria ser redistribuído.

Gonet não demorou na avaliação.

Três dias depois, em 27 de julho, assinou um parecer de três páginas em que se pronunciava pelo novo sorteio para decidir quem seria o relator da investigação contra Lulinha.

Continua após a publicidade “Diante da informação da falta de conexão desses achados com o objeto dos inquéritos relacionados com a Operação Sem Desconto, a Presidência do Supremo Tribunal Federal pede parecer da Procuradoria-Geral da República a respeito, para fins de distribuição”, escreveu Gonet.

“O objeto da Operação Sem Desconto não guarda relação com os fatos descritos na representação agora autuada.

A simples coincidência de algumas pessoas envolvidas em ambas as sindicâncias não caracteriza a conexão entre os feitos.

Não se entrevê nexo objetivo e concreto entre os fatos que animam as investigações cotejadas.

Não há identidade essencial entre os fatos relevantes narrados nos procedimentos distintos, nem se verifica entre eles dependência, sob o ângulo probatório, que justifique a reunião dos processos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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