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Mansueto diz que sinalização fiscal do governo eleito será decisiva para juros e inflação

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Mansueto diz que sinalização fiscal do governo eleito será decisiva para juros e inflação

O economista-chefe e sócio do BTG Pactual, Mansueto Almeida, afirmou nesta quinta-feira (29) que o principal desafio de curto prazo da economia brasileira continua sendo fiscal.

Segundo ele, a sinalização do governo eleito sobre como pretende reequilibrar as contas públicas será determinante para a trajetória de juros, inflação e crescimento nos próximos trimestres.

A avaliação foi feita durante a participação de Mansueto na Copa BTG Trader 2026, competição organizada pelo BTG Pactual em parceria com a B3 e a Nelogica.

Na leitura do economista, a deterioração do quadro fiscal condiciona o comportamento dos ativos e ajuda a explicar a reprecificação recente do mercado, em meio à incerteza sobre a agenda econômica.

"Esses preços de agora não são uma tendência, não é o novo normal.

Vai depender muito do sinal que o governo der em relação à política econômica", disse, ao associar a volatilidade ao debate sobre regras e metas da política fiscal.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! Mansueto defendeu mudanças no arcabouço fiscal para elevar a credibilidade e reforçar o compromisso com o controle do gasto público.

Segundo ele, sem um ajuste que desacelere o crescimento das despesas, o país tende a conviver com juros altos por mais tempo.

"Para esse juro cair sem a inflação explodir, você precisa controlar o crescimento do gasto público.

Não tem alternativa", afirmou.

O economista também comparou o déficit nominal do Brasil com o de outras economias.

Segundo ele, França e Reino Unido operam com déficits entre 5% e 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto os Estados Unidos estariam entre 6% e 7%.

No caso brasileiro, o déficit nominal ficou em 9,5% do PIB.

Mansueto citou ainda a dívida bruta em 82,9% do PIB, ante 71,7% no início do atual governo, alta de 11 pontos porcentuais em quatro anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.

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