CNA destaca papel do agro na transição energética durante summit em São Paulo
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta quinta-feira (29), do Frotas & Fretes Verdes XV Summit, promovido pelo Instituto Besc na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo.
No evento, a entidade defendeu o protagonismo do agronegócio na transição energética e destacou o avanço da produção de biocombustíveis no Brasil.
A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, mediou o painel “O Brasil como protagonista na transição energética global”, que debateu o papel do agronegócio na produção de energia renovável e as oportunidades para ampliar o uso de biocombustíveis no país.
Durante a discussão, Eduarda ressaltou a contribuição do agro para a matriz energética brasileira, especialmente por meio da bioenergia.
Ela citou a experiência do país na produção de biocombustíveis, com destaque para o etanol de cana-de-açúcar, e afirmou que essa trajetória abriu espaço para outras alternativas, como o etanol de milho, o biodiesel e novas tecnologias em desenvolvimento.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! Segundo os dados apresentados no painel, a produção anual de etanol de cana-de-açúcar chega a 30 bilhões de litros.
No caso do etanol de milho, o volume alcança 12 bilhões de litros por ano.
A produção de biodiesel, por sua vez, soma 10 bilhões de litros anuais.
A assessora também abordou o potencial de expansão do mercado de biocombustíveis, considerando a participação dos veículos flex na frota brasileira.
No biodiesel, destacou oportunidades ligadas ao aproveitamento de matérias-primas vegetais e animais.
Biogás e biometano também foram citados como alternativas para ampliar a oferta de energia renovável e criar mercados para o aproveitamento de resíduos.
Na mesma linha, foram mencionados o diesel verde, o combustível sustentável de aviação e o combustível renovável marítimo.
Entre os pontos levantados no debate estão a diversificação de matérias-primas, a abertura de novas oportunidades de mercado, a geração de renda, o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a redução da dependência externa de energia.
Eduarda afirmou que o produtor rural tem papel estratégico nesse processo.
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