PM que intimidou diretora por Orixá abordou violentamente apoiadora do PSol
O policial militar (PM) que participou da abordagem violenta a uma apoiadora do PSol no último dia 8 é o mesmo que entrou na Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Antônio Bento, na zona oeste de São Paulo, e intimidou a direta da instituição após uma criança desenhar a orixá Iansã em uma atividade, em novembro do ano passado.
Ronald Camacho, tenente da corporação, esteve envolvido nestas e em outras ocorrências polêmicas .
Em 2022, por exemplo, ele teria sido o responsável por matar um suspeito durante agenda do então candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista.
E, em 2024, ele participou de uma ação policial no mesmo bairro, que resultou em ferimentos a uma criança negra de sete anos de idade.
Abordagem violenta a apoiadora do PSol Uma mulher de 33 anos denunciou ter sido alvo de uma abordagem violenta da PM durante uma panfletagem em frente à estação de metrô Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo.
Ela distribuía panfletos da Bancada Feminista do partido e do candidato a deputado federal Guilherme Cortez (PSOL), ação permitida pela legislação eleitoral.
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1 de 9 Tenente Ronald Camacho em abordagem a apoiadora do PSol Reprodução 2 de 9 Tenente Ronald Camacho na Emei Antônio Bento, após criança desenhar orixá Reprodução 3 de 9 Material obtido pelo Metrópoles 4 de 9 MPSP solicita gravação das câmeras de policiais que foram até escola por causa de desenho Material cedido ao Metrópoles 5 de 9 Apoiadora do PSol denuncia abordagem violenta da PM enquanto panfletava Divulgação/PSol 6 de 9 Desenhos de alunos do EMEI Antônio Bento, em São Paulo, em atividade intitulada "Ciranda de Aruanda" Material cedido ao Metrópoles 7 de 9 Cartazes a favor da Emei Antônio Bento Carol Mendonça / Divulgação Mandato Celso Giannazi 8 de 9 Ato reuniu crianças e seus pais e moradores da região Carol Mendonça / Divulgação Mandato Celso Giannazi 9 de 9 Desenho da orixá Iansã que motivou pai de aluna de escola infantil de São Paulo a chamar a polícia Material cedido ao Metrópoles Em um vídeo gravado por uma testemunha do local, é possível ver a mulher sendo imobilizada, com o rosto no chão, algemada por três policiais enquanto outros agentes os escoltam.
Veja: Após a abordagem, a mulher foi levada ao 89° Distrito Policial, no Jardim Taboão, e liberada na sequência.
O material da campanha foi apreendido.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais participavam de uma Operação Delegada, voltada à fiscalização de ambulantes e comércio ilegal na cidade, e ela teria desobedecido a uma ordem dos agentes.
O mandato da Bancada Feminista negou a versão da polícia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.