Fundada por Lula, CUT completa 43 anos com luta pelo fim da escala 6×1
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) completa 43 anos nesta sexta-feira (28) com um histórico de luta que vem desde a ditadura militar até o fim da jornada 6×1.
Tendo como um de seus fundadores o presidente Lula (PT), em 1983, a CUT foi a primeira organização sindical de caráter intersindical e intercategorial criada no país após o golpe militar de 1964 e também a primeira central sindical brasileira construída a partir de um processo de organização pelas bases de trabalhadores.
Durante os mais de 40 anos de atuação, a CUT esteve à frente nas lutas e conquistas de todos os principais direitos da classe trabalhadora como a política de valorização real do salário mínimo, o fortalecimento dos processos de negociação coletiva, a redução da jornada de trabalho para 44 horas nos anos 1980.
Agora, a organização também se destaca na luta pelo fim da escala 6×1.
Além disso, a organização também foi essencial para os avanços nos direitos das mulheres e da população negra.
Hoje, a CUT também é destaque no enfrentamento à extrema direita, assim como foi pelo fim da ditadura militar.
Em mensagem pelos 43 anos da organização, o presidente nacional da Central, Sergio Nobre, destacou os próximos desafios da classe trabalhadora, principalmente em relação às eleições deste ano e o avanço de políticos extremistas.
Nobre também destacou a preparação do 15º Congresso Nacional da CUT (15º Concut) , previsto para 2027.
“O Brasil vive, mais uma vez, um momento decisivo.
Nas eleições, cada trabalhadora e cada trabalhador terá a oportunidade de ir às urnas e escolher quem realmente representa os seus interesses”, disse o presidente.
“Vamos trabalhar para eleger representantes da classe trabalhadora comprometidos com a democracia, os direitos sociais e um Brasil mais justo e soberano”, acrescentou.
Fim da escala 6×1 Na mensagem, a CUT também destacou que, na época de sua criação, a legislação brasileira permitia uma jornada de até 48 horas semanais, geralmente distribuídas de segunda a sábado.
A redução desse tempo de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários, tornou-se uma das principais reivindicações do movimento sindical e esteve presente nas mobilizações dos trabalhadores ao longo da década de 1980.
Para a vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, celebrar os 43 anos da Central é reconhecer a história de lutas e as conquistas construídas pela classe trabalhadora ao longo dessas mais de quatro décadas.
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