Justiça intervém e exige necropsia de 'Barão do Tráfico' em MS; defesa alega suspeita de envenenamento
TV Anhanguera tem acesso à decisão da Justiça que mandou prender 'Barão do Tráfico' A Justiça Federal determinou a apuração das circunstâncias da morte de Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, conhecido como "Barão do Tráfico", que passou mal enquanto cumpria pena na Penitenciária Federal de Campo Grande e morreu após ser internado na Santa Casa nessa quinta-feira (20).
A defesa afirma que familiares foram informados pelo setor de patologia do hospital sobre uma suspeita de envenenamento.
A hipótese não aparece na decisão judicial e ainda não foi confirmada por exames. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 🔎Quem era o Barão do Tráfico? Leonardo foi apontado, em 2002, como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina e era procurado por autoridades de quatro países.
Segundo a Polícia Federal, ele usava a compra de terras e gado para lavar dinheiro do tráfico e, mesmo preso, continuava a comandar uma quadrilha internacional.
LEIA TAMBÉM Barão do Tráfico, ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, morre em Campo Grande Da Interpol à morte em MS: quem foi o 'Barão do Tráfico' que rivalizou até com Beira-Mar Leonardo Dias Mendonça, conhecido como Barão do Tráfico Reprodução/ TV Anhanguera Juiz determina exames periciais Em decisão de sexta-feira (21), o juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini determinou necropsia com coleta para exames toxicológicos, preservação das imagens das câmeras do presídio e uma inspeção extraordinária na unidade.
O g1 procurou a Santa Casa para confirmar se a suspeita de envenenamento foi comunicada por profissionais do hospital e aguarda retorno.
Leonardo passou mal na penitenciária na segunda-feira (17) e foi levado à Santa Casa.
A morte encefálica foi confirmada na quinta-feira (20).
Suspeita de envenenamento Segundo a advogada Ana Claudia Alves, após a morte de Leonardo, o setor de patologia da Santa Casa teria informado à defesa e aos familiares que havia suspeita de envenenamento e, por isso, o corpo deveria passar por necropsia.
"O setor de patologia desse hospital informou à defesa e aos familiares do senhor Leonardo que haveria uma suspeita de envenenamento e, por este motivo, seria necessário encaminhar o corpo para o IML", afirmou.
A advogada diz que a informação não constou na documentação emitida pelo hospital, o que teria dificultado inicialmente o encaminhamento do corpo para a perícia.
Segundo ela, familiares procuraram a Polícia Civil e registraram um boletim de ocorrência.
Durante o impasse, o corpo teria permanecido por cerca de três horas no complexo de delegacias até ser encaminhado para o exame.
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